segunda-feira, dezembro 28, 2009

Não desanimemos!


O Inimigo vai apontar o dedo em nossas faces muitas vezes, mas ele não pode sair de sua condenação, enquanto nós até podemos não valer nada, mas temos Nosso Senhor para nos salvar. Glória a Deus!

Não podemos desanimar. As tentações são várias, as barreiras são muitas e o mundo nos chama constantemente distraindo nossa atenção para o que é santo. Mas temos que redobrar nossa vigilância, redobrar as orações, pedir a Deus para continuar firme ou para ter firmeza no caminho. Podemos até cair, mas sempre há tempo para levantar.

Enquanto estivermos aqui, aproveitemos bem o tempo. Busquemos a Deus sempre. Louvemos Sua Imensa Bondade. E não deixemos que as forças do Adversário nos derrubem com suas acusações e mentiras.

Perseverança, esperança e fé. Perseveremos na oração, esperemos em Deus e tenhamos fé na salvação!

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Somos maus


Nós somos maus. Ponto. Quanto mais cedo reconhecermos isso, melhor será para o bem de nossas almas.

Nos justificamos fingindo para nós mesmos que fizemos isso ou aquilo simplesmente porque éramos inocentes, não podíamos fazer melhor. Mas quando se trata de falar do próximo, logo as desculpas desaparecem e passamos a dizer do outro o que não deveria ser dito, pensar o que não deveria ser pensado.

Somos maus, mas temos a graça de Deus. Por isso temos esperança de vencer! Esperança de poder vê-Lo e usufruir de Sua Santa Presença!

sexta-feira, dezembro 11, 2009

35 Atos de Perdão

Por Sheila Morataya
Traduzido e adaptado por Andrea Patrícia


"O perdão é uma resposta, a resposta implícita em nossa existência". Paul Tillich


Há alguns anos conheci uma garota muito alegre e dinâmica. Tinha nascido e crescido em um lar sólido e de costumes estritos, um lar onde a mentira não era tolerada e a integridade era inculcada. Sempre estava falando de seu papai, de quão orgulhosa se sentia dele e da esperança em encontrar no homem de sua vida alguma das características da personalidade de seu pai. Minha amiga pensava que a sua família era um exemplo e modelo, como poucas. Por circunstâncias do destino deixei de vê-la por uns anos até que um dia casualmente nos voltamos a reencontrar em uma reunião de amigos mútuos.

Surpreendeu-me não ver nela aquela alegria que a caracterizava, em seu lugar vi uns olhos melancólicos e um tom de voz que denotava tristeza, raiva e rancor. Decidi convidá-la a tomar um café para que me contasse o que lhe tinha ocorrido nesse tempo em que tínhamos deixado de nos ver. "Faz um ano - dizia-me- meus quatro irmãos e eu descobrimos que nosso pai não era o homem íntegro e cheio de virtudes que até então admirávamos". “Meu pai tem outra família com cinco filhos mais. Quando soube quis fazer toda classe de loucuras, a situação entre ele e eu se tornou muito tensa e meu coração se encheu de amargura, cólera e angústia. Estou lutando contra estas emoções negativas constantemente e me sinto muito esgotada, pois algo dentro de mim me diz que vou contra minha natureza que me grita Perdoa! Como perdoar quando se sente tão ferida e defraudada?”

Sem dúvidas o ato de perdoar encerra um maravilhoso mistério para cada ser humano ou mulher que se decide a fazê-lo. Já que não é uma simples emoção ou decisão que se toma à s pressas. O perdoar tem um verdadeiro sentido para a pessoa que toma este grande passo já que apela à razão, aos instintos e ao coração. Quando você se decide pela opção do perdão deixa ir os sentimentos de amargura, rancor, dor, raiva, medo e desesperança, para dar passo à força que te faz ser pessoa, que te caracteriza de uma maneira especial como mulher. Dá passo ao verdadeiro significado e sentido da palavra amor, compaixão, bondade, pois tem a coragem de fazer uma verdadeira introspecção dentro de ti mesma, que te leva também a descobrir e aquilatar a grandeza de seus valores cristãos.

O rancor e ira no coração paralisam sua vida, impede-te de transcender, em troca o perdão libera a seu coração aprisionado. O perdão "acorda' a seu coração e lhe faz experimentar de uma forma sobrenatural o correr de seu sangue humano por suas veias. Quando perdoa se transforma toda sua vida. Minha amiga escutou atentamente minhas palavras, foi ao poder da oração, atuou e te posso dizer que tornou a recuperar sua alegria que a levou a ter uma relação de acolhida e bondade com seu pai.

Alguns atos de perdão que podem orientar você a transformar sua vida, ou ter uma experiência mais saudável com outros podem ser:

1 - Tome uns minutos e fixa no que te evoca a sugestão de perdoar a alguém.
2 - Se notas que tens raiva ou rancor muito arraigado contra alguém próximo a ti começa a fazer algo valente.
3 - Se de menina não lhe guiaram na arte de perdoar quando alguém se comportava de uma maneira injusta contigo, procura hoje guiar a seus filhos.
4 - Recorda que o perdão é uma decisão de ver além dos limites da personalidade de outra pessoa, é reconhecer que apesar de tudo ela é tão digna como você.
5 - Reflete esta frase: “o perdão é a escolha de ver a luz do abajur e não a tela"
6 - O perdão é uma atitude que supõe estar disposta a encontrar a força para amar que reside em ti.
7 - O perdão é uma atitude que te leva a interiorizar a frase: “Pai perdoa-os porque não sabem o que fazem.”
8 -. O perdão é esse processo da alma que te leva a estar mais perto de Deus.
9 - Todos os dias ao fazer seu exame de consciência, recorda o que te tem feito sentir mal de parte de alguma pessoa e te inunde em seu coração para lhe perdoar.
10- Se perdoar todos os dias se sentirá mais livre e com muita mais capacidade para ser compreensiva ante as faltas dos outros.
11- Sempre haverá alguém que precisa perdoar mais que você.
12- Não permita que o rancor se acumule.
13- Se sentir-se incapaz de perdoar, ora e te abra à graça.
14- Não permita que em seu matrimônio haja rancor.
15- Procura que as relações com seus filhos não os levem a abrigar sentimentos negativos em seu coração contra ti.
16- Um genuíno ato de perdão te levará renunciar ao ressentimento ou a cólera. Em seu lugar haverá misericórdia para aquele que te ofendeu.
17- O ato de perdoar é um ato moral que revela toda a generosidade que pode haver ou não em seu coração.
18- Dar a cara à dor para dar saída do trauma*
19- Reconhecer o próprio comportamento negativo e seus efeitos. Por exemplo, reconhecer a irritação, ressentimento, desejos de vingança que lhe farão descobrir o dano para sua alma.*
20 O ato em si mesmo que é tomar uma decisão consciente antes de experimentar a emoção por fazê-lo.*
21 Sanar a ferida- será o processo que começa seguido do ato de perdão, a cura aumentará na medida em que as emoções negativas desaparecem, e continua até que os sentimentos negativos desaparecem: Reencontrar-se com quem te feriu. Quer dizer considerar a possibilidade de fechar por completo a ferida através do contato com essa pessoa atuando com amor. Você pode reduzir futuras reações de dor. Isto é, aprender a ver e reagir ante os outros com mais empatia, compaixão, e amor quando atuarem de forma que te machuque.*
22- Se houver algo em sua vida do que se lamenta começa por perdoar a ti mesma.
23- Se te doer o ter permitido que tenham brincado contigo aceita essa dor, mas perdoa sua debilidade e continua seguindo em frente.
24- Não há nada mais destrutivo em nível emocional e espiritual que ter ressentimento contra os próprios pais, isto paralisa sua vida e estorva a paz interior. Faz as pazes.
25- Os filhos únicos sabem que ter irmãos é um presente divino, procura estar em paz com seus irmãos.
26- No trabalho procura não tomar como algo pessoal os choques de caráter para não abrigar ressentimentos.
27- Se notas que começaste a detestar a um colega de trabalho procura encontrar o que te fez para provocar esse sentimento.
28- Passa por cima de um ato injusto e cresce.
29- Não dê atenção aos comentários negativos.
30- Seja instrumento de paz e perdão.
31- Seja perita em reconciliações.
32- Dê exemplo aos meninos perdoando suas travessuras.
33- Motiva aos jovens compartilhando suas experiências de perdão.
34- Pede perdão por alguém, mas todos os dias.
35- Compre a oração de São Francisco de Assis e reparte-a entre seus amigos.

Amiga, cada uma de nós tem uma missão especialíssima e extraordinária neste novo século. Perdoar tudo aquilo que nos incomoda e ensinar a perdoar aos outros. Como mulher você e eu somos capazes de "suavizar e enternecer" o coração do mundo. Animo-te a que os faça.

Original em Sheila Morataya
vida

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Lidar com a cegueira auto-imposta




Às vezes é muito difícil, para mim, ter que lidar com a cegueira auto-imposta. Percebo claramente em algumas pessoas uma resistência firme à verdade. Uma falta de docilidade, de humildade, que é gritante.

Por mais que você apresente provas e mais provas, documentos, argumentos demonstrando que o pensamento deles está equivocado, que as fontes onde eles conseguiram determinadas notícias não são idôneas, que há gente muito mais inteligente e capaz que já se debruçou sobre aquelas questões e chegou a conclusões que estão provadas como certas, não adianta. Só vale para elas aquilo que elas querem acreditar, aquilo que elas querem ver. Não importam os fatos. Não importam os historiadores sérios. Importa para eles os programas do Discovery, os livros do Dan Brown ou de qualquer ateu raivoso ou pseudo-profeta new age.

E o pior é que aqueles que apresentam as provas e argumentos são tidos por essa gente como fanáticos, fechados em sua religião, iludidos ou o que seja. São respostas tão pueris que eu custo a acreditar que sejam sinceras ou que venham de gente que parou para pensar.

Acredito que o ódio nessas pessoas é tão grande que elas ficam cegas. O orgulho tomou conta de suas almas a ponto de fazê-las teimar e bater o pé rechaçando tudo aquilo que não condiz com suas próprias crenças cegas eivadas pela mentira. Aos poucos com se fosse uma erva daninha, a soberba se apossa desses corações. Eles não se importam com a autoridade de quem quer que seja, a não ser a de suas próprias mentes nubladas, deformadas pelo niilismo, pelo materialismo mascarado de espiritualidade.

É um espetáculo triste de assistir. Rogo a Deus para que pessoas assim acordem, saiam de seus mundinhos raivosos, cresçam e parem de falar sobre o que não sabem e não compreendem.
vida

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Por que é tão difícil?


Por que é tão difícil para tantas pessoas aceitar os que buscam seguir a Igreja, obedecer ao Papa, querer se pautar pela vida convertida dos santos? Porque tantas reações de repulsa e até de ódio? Porque tanta má vontade com relação aos católicos (principalmente àqueles que não estão de braços dados com o relativismo reinante), por que tanto preconceito contra quem se declara cristão, fiel a Igreja?

Até ontem aquele que era espiritualista, ateu ou agnóstico (ou simplesmente afastado da Igreja) era louvado por sua inteligência, conhecimento e cabedal cultural. Basta que esse mesmo elogiado estudioso se converta ao cristianismo e pronto: os outros passam a acusá-lo de fanatismo, alegam que sua mente é fechada, e não se acredita em mais nada do que ele diga.

Não é interessante este fenômeno?
vida

sexta-feira, novembro 27, 2009

Harmonia no relacionamento





Para que a haja harmonia entre o casal é necessário que ambos possam fazer reflexões sobre o estado emocional de cada um. Parar e pensar se aquele incômodo é mesmo com o outro ou se é algo interno que está sendo projetado no parceiro ou no relacionamento. Outra coisa muito importante é o diálogo. Conversar é essencial. Procure deixar seu parceiro a par do que acontece em sua vida, dos programas que você faz, das pessoas com quem você fala. Não estou dizendo que você tem que obrigatoriamente fazer relatórios de suas vivências diárias para ele ou para quem quer que seja. Apenas sugiro que estreite os laços entre vocês ou forme novos laços a partir de um companheirismo, de uma convivência sadia. Participar ao outro o que se passa conosco, mesmo que seja algo banal, termina por fazer com que o outro confie mais em nós e se sinta apto a contar o que se passa com ele também. Isso aumenta as chances do relacionamento ser bem sucedido. Os dois passam então a “vibrar” na mesma escala. Uma relação em que os dois podem conversar sobre tudo é muito positiva no sentido de fazer com que haja crescimento individual. Um auxilia o outro, um apóia o outro.

É muito fácil alguém dizer que ama a humanidade, mas não acorda todo dia com ela, não paga as contas com ela, não vê a cara feia, o mau humor...ou seja, fácil é amar o que está distante, o que não incomoda, o que é bonitinho. Desafio é amar no cotidiano, vendo os defeitos, brigando, pagando contas... Tem aquela estória de santo de casa não fazer milagre, né? Quantas vezes o parceiro (ou o pai, a mãe) chega e diz várias coisas necessárias ao nosso desenvolvimento e a gente não dá atenção, indo ouvir justamente um amigo que não convive conosco, alguém que está mais afastado do nosso cotidiano? Isso acontece muito, terminamos algumas vezes por não dar o devido valor àqueles que estão próximos demais de nós. E cometemos o erro de deixar de aprender e de deixar de valorizar o ente querido, que pode se sentir jogado para escanteio (e com razão!). Por isso o diálogo é importante, o respeito ao outro, o querer fazer bem, fazer o outro feliz. Claro que nem sempre é fácil, principalmente se nunca passamos por situações que pudessem desenvolver nossos sentimentos a esse respeito e se não estamos bem resolvidos com nós mesmos. Mas, quem é que está bem resolvido consigo mesmo? A vida é cheia de altos e baixos, um dia você está equilibradíssima, em cima do salto, outro dia você cai até de chinelo havaiana!

O desenvolvimento da empatia é muito importante e eu penso que se possa conseguir isso com algum treino. Procurar ouvir as pessoas, procurar entender o que se passa com elas, assistir a filmes e ler livros que tratem de relacionamentos, de sentimentos e emoções, lidar carinhosamente com animais de estimação, tudo isso ajuda a desenvolver nosso lado emocional (não estou tratando aqui de sentimentalismo). E o lado emocional bem resolvido, facilita nosso dia-a-dia, traz e leva conforto, além de fazer com que entremos em contato com o que há de mais belo e verdadeiro em nós: o amor! Somos seres de amor, o amor vive à nossa volta o tempo todo, só precisamos conectar com ele, destruir os muros que o egoísmo criou, muros estes que impedem nosso deleite no amor.

Deus é Amor!
vida

quarta-feira, novembro 25, 2009

Está cansado? Respire fundo e aguente firme!




Se você está cansado de esperar que as coisas melhorem, se se sente cansado, triste, sem esperanças, tenha calma e não desespere! O que falta em usa vida é o sentido. Busque o Sentido, tenha esperança que vai encontrar o que é mais importante para você.


"Fizeste-nos para Ti e inquieto está o nosso coração enquanto não repousar em Ti."
(Santo Agostinho)


Santo Agostinho disse que não descansaremos enquanto não repousarmos em Deus. Então tenha em mente que a luta é grande, que você viverá momentos difíceis algumas vezes, que a sua vida pode ser difícil, mas que há alguém que te espera, alguém que estende a mão para você, mesmo que agora você não consiga enxergar.


"A vida é uma contínua luta. Se às vezes há uma trégua é para respirarmos um pouco".
(São Pio de Pietrelcina)


A luta é grande, mas tudo isso passa. Tenha calma, respire fundo, não ligue para a opressão no seu peito. Por mais areia que caia em seus olhos, lembre-se que Deus te ama, te chama, te espera e estende a mão para ti. Um dia você vai conseguir agarrar esta mão e se libertar. Tenha fé. Aguente firme.

Tenha fé!
vida

quarta-feira, novembro 18, 2009

Espero a tua misericórdia

vida
Às vezes a aridez da alma é tanta que a dificuldade de orar se torna enorme. Parece que o terço pesa nas mãos, a cabeça vai longe e é um custo para voltar. A atenção tem que ser redobrada, porque não há doçura, tudo está confuso, a mente em turbilhão e o corpo cansado ou inquieto.

Mas não desisto e oro assim mesmo. Sei que Deus é misericordioso, aceita mesmo as orações de gente que não é santa. Sei que Ele me ama! Não sei por que, mas é assim.

São fases difíceis, altos e baixos, uma certa indolência e preguiça, uma certa falta de vontade de cumprir as tarefas espirituais. Mas sei que isso é uma fase e tenho esperança que vou estar com Deus um dia. Creio na misericórdia divina!

Sei também que isso não é nenhuma novidade na vida do cristão. Muitos passaram e passam por isso. Mas se Deus permite tal secura é porque Ele sabe o quanto podemos suportar e sabe também qual o propósito disso tudo.

Eu Vos amo, Senhor e não desisto de Ti. Por mais que eu me sinta incapaz e inferior, não importa! Eu Te busco, sempre Te busquei e sei que o Senhor me quer também, mesmo sendo como eu sou.

A esperança deve andar sempre conosco!

Espero a tua misericórdia, meu Deus!
vida

quarta-feira, novembro 11, 2009

Carta a uma amiga sobre casamento e celibato





Carta que escrevi a uma amiga muito querida sobre a questão do celibato, do casamento e da castidade nos dias atuais.


***

Amiga, quando vemos as coisas do ponto de vista sobrenatural, daquele ponto mais alto para onde todos nós devemos olhar, vemos como as coisas ficaram confusas porque os humanos hoje estão perdidos em seus complexos e complicam tudo aquilo que tocam. Como é triste isso!

Quando vemos o casamento ou o celibato como vidas consagradas a Deus, tudo fica diferente. O casamento tem a parte natural (reprodução), tem a parte social e tem a parte sobrenatural, a espiritual. É uma instituição criada por Deus, é sacramento. Em todas as sociedades antigas, tradicionais, o casamento é levado a sério, ministrado por sacerdotes, líderes espirituais, feito perante a sociedade, pedindo as bênçãos sobrenaturais. Claro que varia de cultura a cultura a forma como é realizado, mas é sempre algo a ser levado a sério. Mas na modernidade as coisas complicaram demasiado. Não que não tenhamos pontos na história onde tudo ficou confuso, mas tais épocas já eram o fim de civilizações, a degradação de sociedades.


Talvez estejamos vivendo isso agora, até porque é patente que o ser humano está revoltado, querendo viver do jeito dele e não do jeito do Divino. Quer proclamar que Deus está morto, porque somente assim ele vai poder viver sua vida desvairada, rumo ao precipício. Daí porque o ódio tão grande que certos “livres-pensadores” têm à religião, à Igreja! A religião impede que eles dêem livre curso às suas paixões e por isso querem que esta seja destruída e substituída por religiões biônicas (como na China, com uma falsa igreja católica. A verdadeira vive nos subterrâneos). Lembre-se de Marx repetindo que a religião é o ópio do povo. Quando vemos o que foi a vida deste homem, logo percebemos o porquê de seu ódio. Ele queria substituir a religião pelo culto ao Comunismo, que no fim das contas torna-se o culto ao Estado. É tão horrível isso! Sabemos o que veio daí, quantas tragédias, quanta dor gerou tal idéia! É contrária à natureza do homem, porque este busca O Bem Maior, sempre foi assim! Quando se vai contra a natureza, dá tudo errado. O homem hoje está lutando contra o curso natural das coisas e contra o sobrenatural também! Por isso tanta dor, tanta morte, tanta loucura! Quer insistir no desvario, quer arrumar formas de fugir do Supremo, quer uma liberdade que não existe, que na verdade é prisão. Só Deus liberta! A verdadeira liberdade é a de agir como filhos de Deus. Escolher o Bem é o caminho certo. O outro caminho é de perdição. E é este caminho que as pessoas em geral estão seguindo hoje, buscando atalhos para sua felicidade. Mas isso tudo é ilusão, afinal de contas “a porta é estreita”.


Continuando a falar de vida consagrada: A vida celibatária também deve ser uma vida consagrada. É a vida dos que buscam a perfeição, quando é completada no desapego dos bens (como o que Nosso Senhor propôs ao moço rico que queria ser perfeito, mas este não quis).


Tanto a vida matrimonial quanto a celibatária devem ser vividas na castidade. A pureza é um bem que todos nós devemos buscar, uns no casamento, outros no celibato.


É tão bonito o que Deus planeja para nós! Quando vamos buscando viver como Ele quer, vamos usufruindo o Bem. Não é necessária nenhuma recompensa para os que cumprem os mandamentos, para os que buscam a Caridade. A própria vivência na obediência das leis divinas traz em si um fruto doce que é a participação no Bem. O amor divino é doce e puro néctar! É maravilhoso poder participar da Bondade! Não há porque querer recompensas por ser bom, por fazer o bem, por amar! Isso em si já é tão maravilhoso!


Amiga, terminei escrevendo demais, mas senti em meu coração que seria bom escrever isso.


Beijos e fique com Deus!
vida

sexta-feira, novembro 06, 2009

35 atos de bondade

Por Sheila Morataya
Traduzido e adaptado por Andrea Patrícia



A capacidade para a bondade existe em cada uma de nós sem exceção alguma. Não importa o tipo de dor que você tenha sentido em sua vida, essa capacidade nunca é destruída.


Nos dias de intenso movimento que nos toca viver, muitas vezes e sem nos dar conta nós vamos caindo em uma rotina com os nossos, os vizinhos, colegas de trabalho e pessoas em geral sem nos dar conta. É a rotina do esquecer-se de ser amável, atenta, e bondosa, pois estás constantemente competindo e trabalhando por objetivos. Você tem que alcançar as metas que tem a companhia para sobreviver na selva do marketing.

Entretanto, seu coração experimenta sentimentos de profunda ternura quando um dia como outro qualquer você topa repentinamente com um ato de bondade de alguém a quem não conhece. Como aconteceu com meus amigos ao passar pelo guichê de pedágio em uma congestionada estrada da cidade de Chicago. Ao estender sua mão para pagar os 50 centavos de dólar o guardião da mesma lhes disse: “sigam seu caminho amigos, pois a pessoa que ia adiante pagou por vocês e desejo a vocês um feliz dia”. Que bonito não? Atos de bondade na aparência insignificantes, mas que tocam o coração de uma forma especial e lhe fazem pensar na bondade que há em cada coração humano. É bom observar detalhes em pessoas que muitas vezes você não conhece e que lhe fazem crescer como mulher. Não sabemos como um destes atos pode alegrar o dia dessa pessoa como aconteceu com meus amigos.

A seguir dou algumas idéias para que você também se anime a implementá-los em sua vida.

1- Dê um bom dia com um grande sorriso à pessoa que vai subir contigo no elevador.
2- Pague o pedágio para a pessoa que passará depois de ti.
3- Tome alguns minutos para orientar a uma pessoa que está perdida, embora tenha pressa.
4- Escreva uma carta ao filho que necessita um pouco mais de sua atenção.
5- Ofereça-se para ir a fazer as compras no supermercado para uma pessoa idosa.
6- Dê a um mendigo seu almoço desse dia.
7- Diga “te amo” a alguém que você ame.
8- Se você comprou dois novos trajes, procura dar de presente um deles.
9- Envie flores a uma amiga que não tem tempo de ver.
10- Leve o café para o seu assistente.
11- Quando disser obrigado e por favor trate de dizê-lo diretamente de dentro do seu coração.
12- Escute com todos seus sentidos.
13- Não interrompa quando alguém esteja dando seu ponto de vista.
14- Embora a pessoa não tenha a razão passa-o por alto para promover a harmonia.
15- Deixe que um condutor agressivo te tire o passo sem te encolerizar.
16- Sorria para a caixa do supermercado especialmente se ela não te der um sorriso.
17- Ponha seu carrinho de supermercado de novo em seu lugar.
18- Escreva a uma professora que tenha sido importante em sua vida.
19- Leve uma caixa de confeitaria fina para compartilhá-la no escritório. Surpreenda-os!
20- Esquece a dívida que uma amiga tem para contigo e nunca mais o recorde.
21- Escreva uma nota ao chefe de uma pessoa que colaborou muito contigo e lhe explique o maravilhoso trabalho que essa está pessoa fazendo.
22- Simplesmente diga “sinto muito” quando cometer um erro.
23- Quando for ao cinema, a um piquenique ou visitar um parque recolha o lixo.
24- Manifeste simpatia a alguém que é arrogante.
25- Atenda ao telefone amavelmente embora não esteja de bom humor.
26- Deixa uma gorjeta generosa para o quem te serviu no restaurante.
27- Ensine alguém a dirigir.
28- Ensine um menino a ler.
29- Ensine com muita paciência a seus filhos a utilizar os talheres.
30- Embora morra de vontade de criticar a alguém não o faça.
31- Leve rosas a sua mãe sem motivo algum.
32- Abraça o seu papai e lhe diga quanto o quer bem.
33- Somente por este dia não discuta com seu cônjuge.
34- Somente por este dia compreenda a sua filha adolescente.
35- Somente por este dia faça um ato de bondade e sinta seu coração vivo.


Querida amiga, estas são apenas algumas idéias que pode levar a cabo se quer fazer uma diferença na vida de outros e que ajudam a crescer como mulher vivendo enfocada nas necessidades dos outros. Pois para levar a cabo estes “atos de luz” é preciso esquecer-se de si mesma sabendo que ao fazê-lo encontra todo o amor que reside em sua natureza feminina. É necessário que se anime a abrir seu coração cada vez mais e melhor. Consciente até a raiz última de ti mesma que como mulher ninguém pode manifestar estes atos de bondade e luz como você.

Cada vez que você estende parte de si mesma aos outros, dá-te conta de que estás intimamente unida a seus amigos, vizinhos, e inclusive àqueles com quem você não se dá bem. É por isso mesmo que a generosidade e a bondade têm o poder de te transformar e melhorar aos outros ao mesmo tempo em que também converte a ti em beneficiária do amor. Não o esqueça.

Original em Sheila Morataya
vida

quinta-feira, novembro 05, 2009

Dedique os frutos de suas ações a Deus e seja livre



Gostaria muito de sempre me lembrar de dedicar o fruto de minhas boas ações a Deus.  Quero mais e mais fazer isso. Também seria ótimo se eu não exigisse coisas em troca do que faço. Bom, isso cada vez mais em minha caminhada vai deixando de acontecer, mas acontece. Queria nunca ter que pedir ou pensar em querer nada em troca. Nada. Realmente gostaria de ter uma mente muito tranqüila que deixasse que Ele se encarregasse de trazer o que preciso.

Hoje em dia eu oro todas as manhãs oferecendo os frutos de minhas ações, pensamentos, sentimentos, tudo o que eu tiver ou que acontecer comigo, a Deus. Ofereço tudo a Ele.

Eu até oro assim: “Deus, se for de Sua vontade, que assim seja”. Mas há momentos que chega quase a doer ter de fazer uma oração dessas, pois a vontade que dá é de conseguir as coisas do meu jeito.Todo mundo quer algo, mas nem sempre sabe se aquilo é o melhor mesmo. Então o melhor é deixar que Aquele-que-Tudo-Sabe guie cada um até o que precisa.

“Deus ajuda a quem cedo madruga”. A verdade é que se eu fizer a minha parte, Ele faz a Dele. Não é assim? Mas nem tudo acontece como eu quero, quando eu madrugo e fico esperando porque nem tudo me convém. Ele sabe melhor do que eu o que é bom para mim. E qual o momento adequado para as coisas acontecerem.

Sim, sim é bom também lembrar de agradecer a Deus e a todas as pessoas. É graças a todos eles que eu aprendo, cresço e caminho rumo à felicidade eterna. Afinal de contas, a esperança é a última que morre!

É libertador oferecer os frutos das ações, pensamentos e sentimentos a Deus. Não consigo explicar isso, mas sinto essa liberdade. Simplesmente ao fazer isso eu vou abrindo mão do controle. Ao me entregar mais e mais a Ele, fico mais feliz, me sinto mais perto Dele, de alguma forma.
vida

sexta-feira, outubro 30, 2009

Amor, Liberdade, Retribuição e Desapego

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Quem ama liberta, dizem por aí. O que é amar? Às vezes é tão difícil entender isso.

Até onde vai a liberdade em um relacionamento? Até onde uma vontade sua torna-se uma proibição para o outro? Mesmo que você não tenha dito a palavra “proíbo”, o parceiro pode entender que está sendo limitado, coagido, proibido mesmo de fazer algo.

A pessoa que deseja ter o ser amado ao seu lado o tempo todo e impõe seu desejo, não está amando mesmo, está escravizando o outro...ou tentando fazê-lo.

Lidar com o outro - com seus gostos, vontades, medos – é algo tão delicado e tão complicado às vezes. Complica mais ainda quando se trata de relacionamento entre homem e mulher. Porque os dois são diferentes. Mesmo. Cada um exerga as coisas, age e reage de um jeito. O que para mim está claro como água pura, para o outro é a mais negra escuridão. Como lidar com isso? Como entender o outro? Será que dá para realmente compreender o parceiro? Um dia o homem vai entender a mulher e vice-versa? Creio que não totalmente. Mas até que é bom isso, pois sem um pouquinho de mistério não dever haver tanta graça.

Há momentos em que você coloca o seu ponto de vista sobre determinado assunto e este é justamente o oposto do que o outro pensa. Então tenta fazer com que o outro veja da mesma maneira que você vê. Diz: "percebe? Vê bem que é assim como estou dizendo?" E o outro olha com aquele ar de quem não consegue compreender nada. E ele até está tentando, em algum momento até ensaia dizer algo que pareça uma concordância com seu ponto de vista, mas daí acontece outro desentendimento e se não houver paciência e respeito os dois correm o risco de pôr tudo a perder.

O verdadeiro amor traz consigo o desapego. Mas aí está algo muito difícil de fazer: desapegar-se! O apego gera ciúme, dor, egoísmo, mágoa. Então o que fazer? Abandonar tudo e se mudar para o alto do Himalaia ou entrar para um convento? Não penso assim. Não adianta fugir. Erramos e devemos aprender com os erros. Claro que nem sempre é isso o que acontece. Podemos melhorar? Sim, e devemos trabalhar nisso.

É importante aceitar as falhas. E procurar se reerguer a cada queda. E é muito importante entender que o outro tem qualidades e defeitos do mesmo jeito que você. E que ele também quer acertar.

Se existe amor, existe também mais vontade de fazer dar certo uma relação. E ao mesmo tempo o melhor é desapegar da idéia de fazer dar certo a qualquer custo.

Apenas amar sem exigir algo em troca. Deus é assim. Ele ama e não exige nada como retribuição. Mas ah, como é difícil amar sem querer nada em troca!

segunda-feira, outubro 26, 2009

Culpa e penitência

vida



Quando uma vez se tropeça e cai é preciso ter cuidado para que isso não se torne um hábito. Comemos do fruto proibido e cá estamos todos enrodilhados até o pescoço. Por causa de caprichos abrimos feridas que parecem não cicatrizar nunca.

Viver a fugir da contemplação dos olhos de sangue da destronada, chorar por ter causado o amargor na juventude despreocupada de alguém.

Sentir doer o coração e a alma, lacerada pelo erro. A culpa pesa mais que chumbo. A dor do vencedor é leve para o que tudo perdeu.


Pensando em fazer o bem levamos o mal a tiracolo. Que remédio?


Misericórdia.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Entrevistas concedidas por Paul Johnson




Trechos das entrevistas concedidas por Paul Johnson ao jornalista Geneton Moraes Neto e a Revista "Veja".

GMN – Qual foi o pecado capital do século XX?

Paul Johnson – É o que chamo de relativismo moral: a negação de que haja valores absolutos. Acontece que há coisas que são absolutamente certas e outras que são absolutamente erradas, sim! O relativismo moral afirma – pelo contrário - que todo bem ou todo mal é relativo. Todos os valores seriam relativos, portanto.

Vejo o relativismo moral sob toda maldade totalitária e todo tipo de pecado do século XX. Precisamos voltar - acho que já estamos voltando - a cultivar valores absolutos.

GMN – O senhor diz que já não há uma idéia absoluta sobre o que é errado e o que é certo. Pode dar um exemplo do que é certo e do que é errado, no mundo de hoje?

Paul Johnson – O exemplo mais comum é o da sexualidade humana. A maioria das pessoas da minha geração - que viveu a década de trinta - foi educada para acreditar que havia certos e errados absolutos na sexualidade humana. É um fato que o relativismo moral esconde e ofusca. Crianças de hoje não aprendem que há certos e errados! Aprendem que devem fazer o que os outros fazem. Isso é relativismo moral! É um grande mal. Devemos lutar contra ele.

GMN – O senhor se declara um combatente na guerra das idéias. Qual foi a pior e a melhor idéia política do século XX?

Paul Johnson – A pior idéia - que começou antes da Primeira Guerra, ainda por volta de 1910 - é a de que o Estado faz as coisas de uma maneira melhor do que os indivíduos. Mas há poucas coisas em que o Estado é melhor que o indivíduo. A verdade é que a idéia de que o Estado age bem é a pior de todas. Aprendemos agora esta lição. A melhor idéia é a seguinte: sempre que possível, os indivíduos devem ser deixados sós para fazerem o que puderem com os próprios recursos. Quanto maior a liberdade, maior a justiça, maior a eficiência e maior a felicidade humana.

O Brasil é um desses países que têm um futuro incrível. Chegará a esse futuro, dourado e glorioso, se acreditar mais em liberdade individual e menos no Estado.

GMN – Por que o senhor diz que a mentalidade politicamente correta é uma nova forma de totalitarismo?

Paul Johnson – Não gosto que venham me dizer como pensar,que palavras e expressões devo ou não usar. Para mim, esta é a origem do totalitarismo. Hoje, o totalitarismo vem começando de novo, no campus das universidades, nos Estados Unidos, sob o disfarce politicamente correto. Temos de lutar – muito! - contra este fenômeno, antes que o totalitarismo disfarçado de posições politicamente corretas se estabeleça de verdade.

GMN – Quanto o senhor pagaria por um quadro de Picasso? Por que o senhor é tão rigoroso na hora de julgar mestres da arte moderna, como Picasso e Cézanne?

Paul Johnson – A arte precisa ter um propósito moral. Acontece que nunca pude detectar qualquer propósito moral claro na obra de Picasso. Era um homem perverso e imoral. Não vejo, em nenhuma de suas obras, um esforço para mostrar a arte com um propósito moral. Tal esforço é a essência do grande artista. Então, desconsidero Picasso completamente.

GMN – A obra mais famosa de Picasso, "Guernica", é uma denúncia contra a violência do totalitarismo. Por que é,então, que o senhor diz que não havia nenhum sentido moral na obra de Picasso?

Paul Johnson – Porque Picasso não lutava contra o totalitarismo! Picasso não era comunista: era stalinista! Ficou do lado da União Soviética totalitária, durante quase toda a vida. É um escândalo! Não acreditava na liberdade, exceto para si próprio.

GMN – O senhor diz que a religião aprendeu a absorver todos os impactos da ciência. Agora que até seres humanos podem ser criados em laboratório, o senhor acredita que a fé religiosa vai sobreviver?

Paul Johnson – A rapidez no avanço da ciência, especialmente nas ciências da vida – aquelas que afetam os seres humanos – vem tornando a religião mais importante do que nunca. Porque, em cada estágio do avanço da ciência, devemos trazer Deus à discussão. Devemos dizer: "Isso é moral? É Justo? É algo que se encaixa no plano divino para a Humanidade? Ou é algo que vai contra ele?". O fator "Deus" na ciência é, hoje, mais importante do que nunca.

GMN – O senhor consegue irritar as feministas e os esquerdistas com suas opiniões. Os dois são seus inimigos prediletos?

Paul Johnson – Não sou, certamente, um inimigo das feministas. Sou pró-mulher: acredito que o século XXI será o século das mulheres. Dei palestras em Londres para milhares de senhoras japonesas : disse que elas têm o dever de tomar o poder que hoje parece disponível para elas no Japão – que era uma sociedade muito machista. Sou muito a favor das mulheres. Quanto à esquerda, não gosto de dividir pessoas em setores rígidos - esquerda e direita. Posso até dizer que sou radical - especialmente nas questões femininas, por exemplo. O meu ponto de vista é o de que todos os assuntos devem estar abertos à discussão. Não estou do lado da esquerda ou da direita: estou do lado da razão e da justiça.

Veja – O senhor escreveu que o desenvolvimento social e tecnológico humano não avançou tanto quanto poderia por causa da eterna batalha entre duas forças antagônicas do homem: sua criatividade e sua capacidade de crítica e destruição. Como assim?

Paul Johnson – Os seres humanos são naturalmente criativos. Amam criar. Também são apaixonados pela destruição e pela crítica. Acredito que todas as artes – sendo que considero formas de arte a política, o desenvolvimento tecnológico, econômico e social, assim como a pintura e a literatura – necessitam dessas duas forças antagônicas. É a tese, a antítese e a síntese. Mas é vital que a criatividade, a tese, supere seu adversário e vença, pois só ela pode garantir o progresso. Não tenho dúvida de que, se houvesse apenas a criatividade, a humanidade teria avançado muito mais rapidamente.

Veja – O senhor poderia citar exemplos de forças destrutivas que impediram um avanço maior da nossa civilização?

Paul Johnson – O exemplo mais primário disso é o marxismo. Marx compreendeu mal o capitalismo, foi desonesto com as evidências e sua contribuição para o mundo foi totalmente negativa. Graças a ele e a outros pensadores, por mais de um século muitos países perderam a chance de crescer economicamente. Seus povos deixaram de ter acesso à informação e à liberdade, fundamentais para o processo criativo, milhares de pessoas foram mortas injustamente e muito dinheiro foi jogado fora em vez de ser usado para a melhoria da qualidade de vida. Não há absolutamente nada a dizer em favor do marxismo.


Fonte: Allor Mi Dolsi

quarta-feira, outubro 21, 2009

Momentos escuros


Às vezes nós pensamos que nos livramos de algo, mas na verdade esse algo continua ali escondido, mascarado, envolto em sombras, dentro de nós. Entranhado, enraizado, fazendo com que queiramos mentir, fingir, enganar. Porque ninguém quer parecer mau, não é? É feio ter defeitos. Então a tendência que todos nós temos é a de esconder as falhas até de nós mesmos. Mas quando vivemos uma vida espiritual, terminamos por saber quem somos, cada vez com mais clareza: baixos, mesquinhos, egoístas. E tudo isso dói. Penso que dói porque somos orgulhosos. Então dependendo do grau de percepção de cada um, podemos ficar em situação ainda pior, pois orgulho é defeito grave e deveríamos ser humildes.


O que fazer então? Na caminhada espiritual há momentos em que quanto mais pensamos que estamos nos aproximando da luz mais vemos que as sombras vão se aproximando de nós. Parece que vão nos tomando por inteiro, sufocando, tirando nossas forças. Ficamos desanimados, pois pensávamos que iamos tão bem, mas não demora muito e estamos mornos de novo. Estacionados.


Até que chega o momento em que pensamos que se conseguimos perceber que tudo isso é ruim, se conseguimos diferenciar bem e mal e preferir o bem, então não somos tão maus. Ficamos alegres e as sombras recuam. Ao menos por um tempo. Afinal de contas não pode chover o tempo todo, não é?
vida

segunda-feira, outubro 19, 2009

Monges copistas




Cópias a preço de ouro

Abaixo, uma carta de Gerbert d'Aurillac para o abade de Saint-Julien-de-Tours.

"Tendo considerado que a ciência moral e a ciência da língua não são separadas da filosofia, sempre misturei estudos de bem viver, e estudos de bem falar (...) para me preparar, jamais cessei de constituir uma biblioteca. E mesmo que recentemente em Roma, e em outras regiões da Itália, na Alemanha e também na Bélgica, eu tenha resgatado copistas e cópias de obras a preço de ouro, graças à ajuda benévola, e à solicitude dos meus amigos nessas províncias, do mesmo modo deixe-me vos pedir que seja assim no vosso mosteiro, e por vosso intermediário. No final das cartas nós vos indicaremos o que queremos copiar. Segundo vossas instruções, nós enviaremos o pergaminho para os copistas, e os fundos que serão necessários, sem esquecer não mais de vos indicar a nossa benevolência." (Extrato da carta 44.)

Um trabalho para a alma

O texto abaixo do scriptorium de Saint-Martin-de-Tours busca orientar o trabalho dos copistas.

"Que tomem lugar os que escrevem as palavras da lei santa, assim como os ensinamentos dos santos padres. Que eles não se permitam misturar suas tagarelices frívolas, com medo de que essa frivolidade não induza sua mão ao erro.

Que consigam textos corrigidos com cuidado, a fim de que a pena do pássaro siga certa pelo seu caminho. Que distingam as nuances dos sentidos das palavras, por membros e incisos, e que coloquem cada ponto em seu lugar, a fim de que o leitor não leia coisas falsas, ou talvez permaneça repentinamente interditado na igreja diante dos seus irmãos na religião.

De resto, deve-se fazer obra valiosa, e copiar os livros santos, e o escriba não será privado da sua própria recompensa. Mais do que cavar a videira, é bom copiar livros: lá se trabalha para a venda, aqui, para a alma. Do novo e do antigo, todo mestre poderá produzir em abundância, se ele ler os ensinamentos dos santos padres." (Alain, "Poème no 94".)

Um manuscrito no centro de mistério

O cotidiano dos copistas medievais é o cenário que o escritor italiano Umberto Eco escolheu para seu romance O nome da rosa (Difel), que viria a se transformar em filme de sucesso. A ação se passa num mosteiro em algum lugar no norte da Itália, no qual há uma imensa biblioteca com obras profanas e sagradas. E o enredo fala de uma série de crimes que, como se vê pelo desenrolar da história, estão de alguma forma ligados a esses livros. A reconstituição é perfeita e até o nome scriptorium é utilizado, embora as legendas do filme usem a palavra "escritório", que, apesar de ter derivado da primeira, não traduz o sentido específico, qual seja, o local onde trabalhavam os copistas.


Fonte: História Viva

sexta-feira, outubro 16, 2009

Nuvens sob o luar

vida




O brilho das nuvens sob o luar é algo quase fantasmagórico. Gaze e algodão estendidos no céu, deslizando lentamente, mostrando-se frágeis e cheios de mistério.


O que se esconde além do azul profundo do céu? Quantos universos serpenteiam no oceano da vida? E que sou eu, perdida, encostada ao parapeito de uma janela a olhar para o alto e pensar em desvendar os mistérios da criação? Eu, simples criatura, que posso querer saber sobre o que se esconde, sobre o que está além de minha percepção? Mas o desejo de saber não é algo que importa? Se o ser humano deixar de querer ir mais adiante, de explorar o desconhecido, então que vida será essa? Miserável existência de uma porta: vai e vem, guincha e silencia. A porta não pensa, não sente, mas existe.


E as nuvens? São tão lindas, escondem e mostram, brincam com a imaginação formando desenhos, coloridas ou brancas, sempre no alto. Alto.


Invejo essas nuvens. Elas trazem beleza e sonho às vidas das pessoas. E eu? O que faço para colaborar com o processo de embelezamento do mundo? Mas, pensando bem, por que eu deveria fazer algo?


Ah, não sei de nada a não ser que o brilho quase sobrenatural das nuvens sob o luar é uma das mais belas manifestações do Mistério.
vida

quarta-feira, outubro 14, 2009

Amor e Ressentimento

Por Sheila Morataya
Traduzido por Andrea Patrícia



"Apesar de tudo… Sim à vida"
Viktor Emil Frankl

O pranto daquele moço era comovente. Enquanto me adentrava no tema do que pode fazer o rancor na psique e na alma, sua reação e a de outros meninos que estavam presentes davam-me forças para continuar com este tópico humano que impede a muitos de nossos jovens o encontro com o sentido da vida e o amor. Mas, quais são os estados emocionais que afloram em quem está ressentido?

O labirinto leva pelos caminhos da amargura, hostilidade, vontade de vingança, indignação, ira, aborrecimento, irritação, rancor, má vontade, ciúme, inveja, febre, suscetibilidade, comportamento defensivo e acusador daquele que se sente ferido. Paralisado por todas estas emoções tóxicas a pessoa torna-se incapaz de esquecer. Que mais? Não encontra a saída para a verdade do ser, para seu antônimo o amor, a calma, a paciência e a misericórdia. Você e eu não fomos feitos para o rancor e o ódio.

Você existe para encontrar sua rota para a realização do amor em sua vida. A dor que muitas vezes se transforma em ressentimento, é um caminho que quer queira ou não, tem que percorrer alguma vez na viagem para essa meta. Sempre existirá algo ou alguém que te fará mal. Dar-se conta de que vai pela via do rancor, é uma oportunidade para perguntar a si mesmo quanto tempo quer seguir por este caminho, pois o amor não pode ser puro e limpo quando o coração está cheio de rochas que cansam a alma. Isso é o que provoca o ressentimento em ti, cansaço, pois nunca chega a nenhum lado, fica preso dentro do labirinto. Busca a porta: amor ou ressentimento.

Deve escolher uma só saída. Viktor Frankl, o fundador da Logoterapia escrevia assim: “o ser humano é o que "escolhe", é o que conforma sua existência…o ser humano é responsável pelo que faz, pelo que ama e pelo que sofre".

Afasta de seu caminho o veneno do rancor porque a via do sagrado, o amor, necessita de veredas limpas para livremente inundar todos seus caminhos com sua fragrância. A decisão é tua.

Original em Sheila Morataya

segunda-feira, outubro 12, 2009

A Mulher e Seu Papel Indispensável na Bíblia







Comemorando o dia de Nossa Senhora Aparecida, trago para vocês a tradução que fiz de um texto de Bob Stanley sobre a mulher na Bíblia.

***

A Mulher e Seu Papel Indispensável na Bíblia

Por Bob Stanley
Tradução: Andrea Patrícia
Fonte: http://home.inreach.com/bstanley/women.htm



A mais perfeita pessoa humana já criada foi uma mulher...

Genesis 2,21-24, Eva, a primeira mulher. Sem Eva, não haveria nenhuma raça humana, e você não estaria lendo isto agora. Desde que Eva foi a primeira a pecar contra Deus (1Tim 2,14) em Gen 3,6, ela é a primeira causa do pecado e da morte no mundo. Bastou uma serpente para enganar a mulher, mas, no entanto, bastou apenas uma mulher para enganar o homem.

Gênesis 3,15, Maria é mencionada pela primeira vez. Ela é a "mulher" do primeiro livro da Bíblia, a "mulher" do último livro da Bíblia em Apocalipse 12,1. Sem Maria, não haveria Jesus Cristo e, portanto, nenhuma salvação para nós.

Gênesis 17,16, a Sara é dado o título, "Mãe de Todas as Nações", por Deus. Sem ela, não haveria Isaac, nem Jacó, nem Davi, nem Salomão, e nem Jesus Cristo.

Gênesis 25,19-26, Rebeca deu à luz Esaú e Jacó. Sem ela, não haveria a fundação de duas nações as quais o Senhor lhe contou no versículo 23. Uma dessas nações foi Israel.

Gênesis 29,11, Raquel é beijada por Jacó. É o único versículo na Bíblia onde aparece um homem beijando uma mulher. Se não fosse por Raquel, José não teria nascido, Gen. 30,24. Se José não tivesse nascido, os filhos de Israel poderiam ter passado fome durante os sete anos de seca, Gen. 43,1-1.

Rute 1-4, sem Rute, que foi a ancestral de Davi e de Cristo, a história bíblica teria mudado drasticamente. Novamente, não haveria salvação para nós. E não podemos esquecer as belas palavras proferidas por ela em Rute 1,16, que se repetem em muitos casamentos: "Aonde fores, eu irei; aonde habitares, eu habitarei. O teu povo é meu povo, e o teu Deus, meu Deus."

2Sm 12,24, Betsabá deu nascimento à Salomão. Graças a ela, temos a Rainha Mãe, uma prefiguração de Maria, a sabedoria de Salomão, o belo livro dos Salmos, os Cânticos de Salomão, e obviamente, esta importante era da ancestralidade de Jesus Cristo.

Judith 13,10, o Estado de Israel foi salvo por esta mulher que matou o general do exército assírio, Holofernes, fazendo, assim, todo o exército inimigo fugir do terror de uma batalha que provavelmente teria ganho. Ela foi homenageada como uma "defensora de Israel", outra prefiguração de Maria.

Ester 1-16, Ester, a heroína judia Rainha do Rei Xerxes da Pérsia, salvou os seus da iminente aniquilação que viria a partir de uma trama perpetrada por Haman o Agagite.

Lucas 1,26-38, Maria deu o seu consentimento incondicional para se tornar a Mãe de Deus. Se ela tivesse recusado, não haveria Salvador.

Lucas 1,24-80, Isabel, a mãe de João Batista. Sem Isabel, a vinda de Cristo não teria sido preparada por João. Também o belo hino, o Magnificat, cantado por Maria em Lucas 1,46-55 não teria sido existido.

Lucas 2,6-7, Uma criatura, uma criação de Deus, uma mulher chamada Maria, tornou-se a "Mãe de Deus". Que tremenda honra dada às mulheres. Se você observar, não há complementar criatura conhecida como o "Pai de Deus".

João 20,14-18, Maria Madalena, passou de uma reles prostituta a uma magnífica Santa. Ela foi a primeira pessoa a ver o Cristo ressuscitado. Ela foi a primeira a chegar ao túmulo na Páscoa manhã em João 20,1. Ela foi uma das três mulheres que permaneceram ao pé da cruz em João 19,25.

Algumas notas interessantes, 

1. Satanás considerou Eva um alvo mais importante do que Adão.
2. Deus declarou que seria através da semente de uma mulher que Satanás seria derrotado.
3. O plano de redenção, como previsto por Deus, necessitou da cooperação de uma mulher, não de um homem, mas de uma mulher. É preciso lembrar, Jesus não era "apenas um homem", Sua substância era Divina. Maria, por outro lado, embora "concebida imaculadamente", era humana, sua substância não era Divina.
4. Jesus apareceu primeiro após sua ressurreição para uma mulher, não a um homem, mas a uma mulher, uma pecadora arrependida!
5. Maria é a mais perfeita criatura que jamais existiu ou vai existir.
6. Lembre-se, havia apenas quatro pessoas que permaneceram ao pé da cruz, João e três mulheres. Os outros homens, os discípulos de Cristo, tinham fugido com medo de perseguição. Foi uma mulher, Maria, que acompanhou seu Filho desde o útero até o túmulo.

"Nosso Senhor Jesus Cristo, no entanto, que veio para libertar a humanidade, em que ambos os machos e fêmeas são destinados para a salvação, não era avesso aos homens, porque assumiu a forma de um homem, nem às fêmeas, pois de uma mulher nasceu. Além disso, há um grande mistério aqui, que, tal como a morte chega até nós através de uma mulher, a vida nasce em nós através de uma mulher; que o diabo, derrotado, seria atormentado por cada natureza, feminina e masculina, uma vez que ele tinha se deleitado na deserção de ambos. " (Santo Agostinho, Combate Cristão (22,24) 396 A.D. (Jurgens-1578)

STANLEY, Bob. Apostolado Veritatis Splendor: A MULHER E SEU PAPEL INDISPENSÁVEL NA BÍBLIA. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5962. Desde 08/10/2009.

segunda-feira, julho 20, 2009

Pausa para descanso

Vou ficar fora algum tempo, pois preciso descansar um pouco.

Fiquem com Deus!

quinta-feira, julho 09, 2009

Mulher: recriar o mundo

Por Sheila Morataya
Traduzido e adaptado por Andrea Patrícia



Por suas qualidades próprias, a mulher pode transformar o mundo e fazer com que voltem o olhar para Cristo.

“A mulher tem uma atitude particular para transmitir a fé e, por isso, Jesus recorreu a ela para a evangelização. Assim aconteceu com a Samaritana que, depois de ter aceito a fé em Cristo, apressa-se a comunicá-la a outros”
João Paulo II


O apostolado é importante. Levar a mensagem do amor de Cristo a outros nunca é fácil, mas a mulher tem a dádiva de qualidades muito típicas dela para levar o apostolado. Vejamos algumas delas, do pensamento do Vigário de Cristo.

A iniciativa humilde

Mulheres como Teresa de Calcutá deixaram a muitas, o testemunho contundente do que pode chegar a obter uma mulher verdadeiramente humilde. Esta grande mulher, sempre dizia que seu coração pertencia inteiramente a Cristo e em suas conversações, ao lhe perguntar sobre a mulher, animava a todos a olhar à Virgem, pois Ela é o modelo por excelência para o desenvolvimento do feminino.

Aprofundando em Maria, cada vez que tenha seu tempo de oração, peça seu conselho para revelar a você o sentido pleno de sua feminilidade. A iniciativa humilde inata em ti como mulher, virá à luz ao sair ao encontro de maneira espontânea para fazer apostolado com seus amigos ou pessoas que vão chegando a sua vida.

Respeito às pessoas

Fixaste-te na forma como os menininhos jogam quando têm, por exemplo, um ano de idade, no máximo dois? E, o que dizer das meninas? Enquanto os meninos utilizam a força nos jogos, entre meninas o respeito sempre está presente. Trata-se de outra qualidade inata feminina. O respeito, a consciência dele, está ancorada no profundo do coração da mulher.

A mulher sabe, muito dentro de si mesma, que seu papel fundamental é unir, fazer paz, acolher ao outro e isto o manifesta desde muito menina, através de seus jogos. Como mulheres é muito importante que tomemos isto em conta na hora de educar, quer dizer, aproveitar esse potencial na menina enquanto ao mesmo tempo se vai educando aos filhos varões também neste sentido.

Forma de compartilhar a fé

Quando uma mulher conhece o amor de Cristo, não pode ficar calada. Deve sair correndo a compartilhá-lo tal como o fez a Samaritana ou Maria Madalena quando esteve frente a Cristo ressuscitado.

E é que a mulher que conhece O Senhor se apaixona, e esse amor é uma chama enorme que tem a capacidade de alcançar aos outros e iluminá-los. A forma de compartilhar a fé na mulher é distinta ao homem. É também um presente de Deus, pois não impõe nada, mas sim prova através de mudanças na conduta e paz no olhar, a transformação que somente o amor pode fazer no interior de uma pessoa.

Por isso a mulher é uma privilegiada na hora de orar por seu marido, por seus filhos, pelo mundo, porque é predileta aos olhos de Deus; porque escolheu a uma de nós, Nossa Santíssima Mãe, para trazer seu filho ao mundo.

Conclusão

É bom, então, que nos fixemos em como a Virgem orava, para que dela aprendamos tudo isso que nos falta para sermos mulheres completas, apóstolos para a paz e defensoras da família.

O apostolado é uma obrigação prazeirosa, e a mulher conta com um potencial enorme para realizá-lo com eficácia. Como pede a Igreja no Catecismo “os laicos cumprem também sua missão profética evangelizando, com o anúncio de Cristo comunicado com o testemunho da vida e da palavra. Nos laicos, esta evangelização ‘adquire uma nota específica e uma eficácia particular pelo fato de que se realiza nas condições gerais de nosso mundo’ (Lumen Gentium 35).

Este apostolado não consiste só no testemunho de vida; o verdadeiro apostolado procura ocasiões para anunciar a Cristo com sua palavra, tanto aos não crentes... como aos fiéis” (905 e 906).

Original em Sheila Moarataya

terça-feira, julho 07, 2009

Quando copiar era um estímulo intelectual

por Pierre Riché


Não há nada de original em pensar que, no princípio da vida monástica, os monges eram copistas e leitores assíduos. Se no século V eles copiavam manuscritos, era para escapar da ociosidade e para ganhar o sustento. Cultivavam essa atividade, mas também fabricavam pães, ou outros objetos de artesanato. Contentavam-se com um único livro, a Bíblia, cujas passagens aprendiam e sabiam de cor, sobretudo os salmos. A palavra bibliotheca foi empregada para designar os diferentes livros da Bíblia. A regra de São Bento (480-540), à qual sua ordem religiosa (conventos beneditinos), era submetida, menciona apenas o estudo das Escrituras.

Um outro italiano, Cassiodoro (490-581), fundou um mosteiro para organizar o estudo de textos religiosos e profanos. Antigo ministro do imperador bizantino Teodorico, Cassiodoro converteu-se à vida religiosa em meados do século VI e, após criar um mosteiro em uma das suas propriedades na Calábria, decidiu recopiar uma grande parte das obras latinas. No livro “As Instituições”, fez uma espécie de catálogo analítico de sua biblioteca, e o elogio dos copistas: "Ao reler as escrituras, eles enriquecem sua inteligência, multiplicam os preceitos do Senhor, por meio das suas transcrições. Feliz aplicação, estudo digno de louvor: pregar pelo trabalho das mãos, abrir e dar seus dedos às línguas, levar silenciosamente a vida eterna aos homens, combater as sugestões do diabo pela pena e pela tinta...". Depois da morte de Cassiodoro, uma parte dos seus livros religiosos foi transferida para a biblioteca de Latrão, sede do bispado de Roma. De lá, muitos acabaram na Inglaterra.

O Renascimento carolíngio foi gestado nos mosteiros da Gaula no sul da França, a partir do final do século VII. Com efeito, os monges de Luxeuil fizeram os manuscritos com uma nova escritura, tal como podemos ver no Lectionnaire - Lecionário - de Luxeuil. Os escribas, que recopiavam os livros vindos de Roma, aperfeiçoaram a escritura, ancestral da Carolina, a escrita caligráfica surgida na Europa entre os séculos VIII e IX, que originou a distinção de maiúsculas e minúsculas nas modernas escritas européias. Nas margens do Loire (a cerca de 200 km de Paris), as abadias de Saint-Martin-de-Tours e de Fleury (hoje Saint-Benoît-sur-Loire) possuíam ateliês de escritura já ativos. Nas margens do Sena, os mosteiros de Saint-Denis e Saint-Wandrille participaram igualmente dessa produção de manuscritos em miniaturas, mais bem escritos e, até mesmo, mais bem adornados.

Desse modo, assim que Carlos Magno restaurou as escolas e os scriptoria em todo o reino [leia mais no dossiê "Carlos Magno, a espada e a fé", História Viva, ed. 22], ele investiu no trabalho dos mosteiros. Em sua célebre Admoestação geral, coleção de antigos cantos eclesiásticos, trechos da missa e responsórios, ele insiste em que cada clérigo e cada monge deveria aprender a gramática, o cálculo, o canto e as notas tironianas. E especifica que o trabalho dos escribas não seria confiado a jovens, mas a homens de idade adulta, de modo que os missais, os evangeliários e os livros de salmos não tivessem nenhum erro. A partir de então, a nova escrita iria se impor em todos os scriptoria. Chamada de Carolina, por causa de Carlos Magno, ela se caracterizava pelo tamanho pequeno, bem legível e regular, que encontramos na escrita atual, desde que os primeiros impressores do século XV a escolheram entre muitas outras.

Jamais será excessivo insistir sobre o prodigioso trabalho dos scriptoria carolíngios. Milhares de manuscritos foram recopiados - quase oito mil foram conservados: as obras dos fundadores da Igreja, de gramáticos, poetas, prosadores. Graças aos copistas, uma grande parte da herança literária latina foi salva e preservada. Cícero, Virgílio, Tácito e muitos outros só se tornaram conhecidos pelo trabalho dos carolíngios.

Ao mesmo tempo, os escribas e os pintores fabricavam manuscritos de luxo. Na corte carolíngia, as bíblias, os evangeliários e os livros de salmos, ricamente adornados com iluminuras, eram depositados e preservados na capela real. Carlos, o Calvo, neto de Carlos Magno, foi um entusiasta dos belos manuscritos. Quando esteve em Roma para receber a coroa imperial das mãos do papa João VIII, levou de presente uma Bíblia magnífica.

As bíblias de Tours estão entre as mais belas editadas naquela época. Na Alemanha, os mosteiros de Saint-Gall, Reichenau e Fulda também possuíam equipes de escribas e de pintores.

Enquanto sob Carlos Magno os escribas recopiaram, sobretudo, obras religiosas, foi sob seus sucessores, Luís, o Pio, e Carlos, o Calvo, que ocorreu o que ficou conhecido como o "segundo Renascimento carolíngio", quando os autores profanos tiveram uma importância até então desconhecida, como os textos de César e Seutônio.

Nessa época, certos manuscritos eram sobrecarregados de sinais, chamados de "neumas", ou seja, notas musicais que permitem cantar o texto. Os monges as utilizavam para o canto a capela, mas também o faziam os alunos das escolas, para decorar os poemas dos salmos. A divisão do império carolíngio entre os netos de Carlos Magno - ocorrida na segunda metade do século IX - e as invasões normandas seguidas das húngaras complicaram a vida monástica. Mosteiros caíram nas mãos dos aristocratas laicos, ou foram arruinados pelos invasores. Muitos monges escaparam carregando relíquias e manuscritos para locais onde puderam se refugiar, sobretudo na região da Borgonha.

No começo do século X, foi fundado o mosteiro de Cluny (Borgonha), que se transformou no modelo das abadias reformadas, algumas décadas mais tarde. Outras reformas e reconstruções aconteceram em locais diversos, e a vida religiosa e o estudo renasceram nos mosteiros, em meados daquele século. As bibliotecas foram reconstituídas, e os scriptoria reativados. O século X caracterizou-se - pelo menos na sua segunda metade - por uma renovação intelectual e artística que prolongou o Renascimento carolíngio.

Os mosteiros que produziam manuscritos são numerosos. Entre eles, houve exemplos extraordinários. Na Alemanha, os otonianos foram os sucessores dos carolíngios - Oto I restaurou o Império germânico em 962 -, e o mosteiro de Saint-Gall foi o de maior prestígio. Centenas de manuscritos saíram do seu scriptorium, fosse para servir à biblioteca, da qual se conhece o catálogo, fosse para serem trocados por manuscritos de outras bibliotecas, particularmente a do mosteiro vizinho em Reicheneau, ou para serem vendidos. Ricos manuscritos, belamente adornados com iluminuras, foram executados nessas abadias. Na segunda metade do século X, muitas obras de luxo, destinadas à corte e ao bispo, foram escritas e pintadas em Reichenau.

No norte da Itália, a abadia de Bobbio, fundada pelos irlandeses no século VII, possuía a maior biblioteca do Ocidente. Um catálogo da época descreve 650 manuscritos. E foi o que entusiasmou um erudito de Reims, logo que foi nomeado abade de Bobbio em 982. No começo da sua formação, Gerbert d'Aurillac iniciou os estudos de teologia, ciências, aritmética e astronomia. Depois de uma temporada em Reims, ele foi para Bobbio.

Em sua correspondência, fala sobre os livros que encontrou, e de que modo comissionou a confecção de manuscritos. Ele exigiu do seu arcebispo permissão para recopiar obras provenientes de outras abadias. Hoje esta biblioteca só é conhecida em função de um inventário feito por um abade antes da peregrinação à Terra Santa. Além disso, Gerbert foi convidado por seu aluno, o imperador Oto I, a subir ao trono de São Pedro, sob o nome de papa Silvestre II (ano de 999), quando então legou uma parte dos seus livros à corte imperial, os quais ainda podem ser consultados na biblioteca do bispado de Bamberg (Baviera, Alemanha).

A Aquitânia, que vegetara desde a reconquista carolíngia em meados do século VIII, teve monges prósperos no século XI e tornou-se uma das cortes mais letradas e cultas da França. O abade Abbon do mosteiro Saint-Benoît-sur-Loire no ano 1000 e contemporâneo de Gebert tinha estreitas relações com a Inglaterra, com a qual fazia intercâmbios. Nos séculos X e XI, as abadias da Inglaterra eram tão ativas quanto as do continente. Em Canterbury e Winchester, escribas e pintores deixaram esplêndidos manuscritos litúrgicos.

Na segunda metade do século XI, as abadias se transformaram. A herança da cultura carolíngia cedeu espaço a uma outra cultura unicamente religiosa. Na França, em especial na abadia de Saint-Bernard de Clairvaux (abadia cisterciense), os manuscritos religiosos tiveram a prioridade, e os responsáveis pelas iluminuras foram restritos a uma ascese artística. A austeridade era de rigor: o ouro e as iniciais ornadas foram banidos. Em Paris, freqüentemente se contratava o trabalho de escribas fora do mosteiro. Nessa época, os fabricantes de livros apareceram nas cidades.

Até o final da Idade Média, cada mosteiro continuou a ter seu scriptorium. Mas o belo período da grandiosa produção de manuscritos havia terminado. Foram a escola episcopal, a biblioteca eclesiástica da cidade e, depois, no século XIII, as universidades que ficaram encarregadas de produzir os manuscritos.

Os escribas trabalhavam cercados do seu material: cartuchos de tinta, penas, raspadeiras, folhas de pergaminho. O pergaminho, fornecido pelo abade, era um material caro, que podia ser comprado, ou fornecido pelos membros do mosteiro. Quando uma solicitação de um manuscrito era feita ao scriptorium, o requerente podia enviar o pergaminho necessário, como podemos constatar na carta de Gerbert, dirigida ao abade de Saint-Julien-de-Tours.

O pergaminho era preparado previamente, a partir de pele de vitela ou de carneiro. Imersas num banho de cal durante alguns dias, essas peles eram espichadas e raspadas dos dois lados, depois cortadas e, eventualmente, tingidas numa cor púrpura para os manuscritos de luxo. Quando faltava pergaminho, era possível reutilizar as folhas já escritas de um manuscrito incompleto ou usado, raspando-se cuidadosamente sua superfície. Ao contrário do que se disse muitas vezes, os monges não substituíam de forma sistemática as obras profanas por textos religiosos. Graças a esses palimpsestos, posteriormente pôde-se descobrir textos antigos pela leitura de pergaminhos, com o auxílio de uma lâmpada de Wood, que emite raios ultravioletas.

Uma vez preparado, o pergaminho recebia um acabamento: uma grande folha podia ser recortada em quatro pedaços (de onde vem a expressão in quarto), ou em oito (de onde vem a expressão in octavo). Esses pedaços podiam ser encadernados em formatos pequenos, que continham um número maior de fólios. Mais tarde, o pergaminho foi apresentado em forma de rolo, como os antigos volumina, sobretudo para usos litúrgicos.

O escriba sentava-se num banco, os pés pousados sobre um escabelo. Colocava o pergaminho sobre os joelhos ou, ainda melhor, sobre uma escrivaninha. Na mão direita, segurava a pena que molhava no tinteiro. Ele podia ter uma raspadeira na mão esquerda. Um manuscrito de Bamberg mostra as etapas do trabalho do escriba em pequenos desenhos. Ele talhava a pena, escrevia seu rascunho numa tabuinha de cera. Essas tabuinhas sempre foram utilizadas na Idade Média, e se acompanhavam de estiletes de metal, que tinham uma ponta de um lado, e na outra uma parte achatada para apagar a escrita. No lugar da tabuinha de cera, o escriba podia usar um velho manuscrito ou, ainda melhor, escutar o ditado do leitor.

Antes de começar, o escriba experimentava a pena, ao traçar algumas letras do alfabeto nas margens, ou os primeiros versos de um salmo. Pode-se também encontrar reflexões pessoais do tipo: "Como o pergaminho é felpudo"; "Como está frio hoje"; "A lâmpada emite uma luz ruim"; ou, ainda, "Agora é a hora do almoço". Como o silêncio devia reinar no scriptorium, pode-se imaginar os escribas passando essas reflexões, uns para os outros.

O trabalho era difícil durante o inverno, sobretudo pela penumbra. Por causa do esforço de olhar fixamente os manuscritos, os monges poderiam ficar cegos. Aquele que ditava o texto, o dictator, o fazia com rapidez. Os monges tinham dificuldade de seguir o ditado.

Raramente o escriba trabalhava sozinho. A arrumação do mosteiro de Saint-Gall previa sete assentos no scriptorium. Apesar de os nomes não serem registrados, era muito fácil reconhecer a mudança da mão. A duração da execução de um livro variava segundo a habilidade dos copistas e os mais hábeis se vangloriavam de fazer um livro em dois dias ou de copiar 30 folhas por dia. Em geral, era preciso dois a três meses para copiar um manuscrito de dimensão média. Depois do manuscrito terminado, era necessário reler e corrigir os erros. Muitos escribas eram inexperientes, alguns quase analfabetos, e recopiavam os textos de uma maneira automática, sem compreender seu conteúdo. Aqueles que escreviam a partir do ditado acabavam usando uma ortografia fonética.

O chefe do ateliê revia o manuscrito. Um bom revisor corrigia a pontuação e a ortografia, sublinhava uma palavra incompreensível e marcava a margem com a palavra que julgava conveniente e adequada. Depois do término do manuscrito, se fosse um livro luxuoso de salmos ou um evangeliário encomendado por um bispo, ou por um príncipe, o pintor sucedia o escriba. Ele decorava as iniciais, enquadrava as páginas, pintava o que ficara em branco, segundo seu próprio talento ou segundo o estilo da escola onde fora formado. Temos então o manuscrito copiado, corrigido e ornamentado.

Em seguida, era necessário reunir as folhas, formar os cadernos para fazer um códice. Sobre o desenho já citado de Bamberg, pode-se ver o monge dobrar, costurar as folhas, cortar e depois preparar as encadernações. Desde a época carolíngia, a encadernação era utilizada para os livros valiosos, e era feita com peles de cervos. Assim, Carlos Magno autorizou os monges de um mosteiro francês a caçar cervos para criar um estoque do couro destinado à encadernação. A superfície lisa das encadernações era confiada a ourives, ou a artesãos que trabalhavam com marfim.


Pierre Riché é professor emérito de História Medieval na Universidade de Paris X, Nanterre; publicou livros relacionados à História da cultura e da educação na idade média ocidental, entre eles, La Vie Quotidienne dans L´Empire Carolingien ( Paris, 1973).


Fonte: História Viva