quinta-feira, março 19, 2009

Abominável mundo novo

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Postei mais abaixo um texto com algumas colocações importantes do ponto de vista do Código Penal, da Constituição e do Direito Internacional sobre o aborto, escrito por Hélio Bicudo.

Destaco um trecho muito importante:

"Sob os aplausos de uma sociedade defeituosamente informada e muitas vezes conivente, violam-se a Constituição e tratados internacionais para acelerar o egoísmo humano."

Egoísmo disfarçado de altruísmo por parte daqueles que julgam defender a vítima ao aceitar matar seus filhos. Como se as crianças no ventre da menina tivessem culpa do crime monstruoso do qual ela foi vítima. Fiquei estarrecida com o fato de que a maioria das pessoas sequer pensou nos bebês que ela carregava no ventre. Que direito tem alguém de tirar a vida de uns para que outros vivam melhor? E quais as garantias de que a menina viverá melhor depois de sofrer a violência de um aborto? Depois de anos de abusos a pobre menina ainda foi forçada a deixar que matassem seus filhos. Dois inocentes foram assassinados. Isso é crime que brada aos Céus.

Cada vez mais o mundo está se parecendo com aqueles filmes de ficção eugenista, onde muitos são mortos ou desaparecem para satisfazer a vontade de alguns que julgam saber o que é melhor para todos. Uma sociedade onde os filhos de criminosos não podem viver, como se fossem culpados pelos crimes de seus pais.

A sociedade está cada vez mais hedonista e infantilizada, as pessoas fogem da verdade, só querem curtir e mentalizar um "mundo melhor". O que vejo é que esse tal de mundo melhor só o será para os politicamente corretos, abortistas e relativistas em geral. Mas ainda assim será uma ilusão. Vejo muitos hoje vivendo em seus mundinhos muito limpinhos por fora e cheio da podridão do egoísmo por dentro. Sepulcros caiados.

Abaixo o texto do Hélio Bicudo. O original pode ser lido aqui. Os grifos são meus.

***

Sem entrar no mérito do reconhecimento, por um bispo da Igreja Católica, de que a hipótese enquadrava-se no cânon 1398 (qui abortum procurat, effecto secreto, in-excommunication latae sentenciae incurrit), do Código do Direito Canônico, para impor excomunhão àqueles que participaram do abortamento de uma pequena vítima que engravidara em consequência de relações sexuais impostas por seu padrasto, convém lembrar alguns pontos das leis brasileiras que impõem castigo penal à prática do aborto, que vem sendo esquecidas e, em consequência violadas impunemente, pois seu não cumprimento é estimulado por posições assumidas por altas personalidades da República. É verdade que o Código Penal, sem retirar o caráter criminoso do fato, exime de pena o autor do aborto tendo em vista gravidez resultante de estupro ou, então, para salvar a vida da gestante (artigo128).

Entretanto, é preciso convir que o nosso Código Penal é de 1941. Mais recentemente, com a promulgação da Constituição de 1988, considerando a vida como um bem supremo, acima, portanto, de quaisquer considerações que lhes possam ser contrárias, não se pode admitir, como eximente, a prática de aborto em decorrência de estupro.

Na verdade, somente é admissível o aborto, quando praticado segundo a dirimente do estado de necessidade, isto é, dentre dois bens jurídicos em vias de extinção, é lícito a escolha de um deles, em detrimento de outro. Se durante um parto, o médico verificar que ao invés de morrerem a parturiente e o feto, ele pode e deve optar pela vida mais plausível, deixando que a criança morra para salvar a vida da mãe, ou que esta faleça, para que prevaleça a vida da criança. (cf. artigo20, do Código Penal).

Semelhantes conclusões têm fundamento na Constituição Federal e nos tratados internacionais de que o Brasil é parte, todos no sentido de que o artigo 128, do Código Penal, está derrogado, no que tange às excludentes ali contempladas.Assim, o artigo 5° da Constituição estabelece que, sem distinção de qualquer natureza, garante-se a inviolabilidade do direito à vida.

Quando não bastasse, o parágrafo 2° desse mesmo artigo dispõe que as garantias expressas no texto constitucional não excluem outras decorrentes do regime e dos princípios por ele adotados, ou dos tratados internacionais em que a República federativa do Brasil seja parte.

Nesse sentido, convém lembrar, antes de mais, que a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que “toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança”.

Na mesma direção, a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem estabelece que “todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança de sua pessoa”.

Poder-se-ia argumentar que, na espécie, trata-se apenas de meras declarações, sem poder cogente. É um argumento que desconhece a relevância do costume na interpretação e validação das regras do Direito Internacional. No caso, trata-se de uma imposição do Direito Internacional costumeiro, tanto mais válido, quando se impõe mediante disposições, de tantos outros tratados, convenções ou protocolos empenhados na proteção da vida humana. Poderíamos citar dezenas deles.E não é por outro motivo que a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, à qual o Brasil aderiu e ratificou, assinala em seu artigo 4°, inciso 1°, que “toda pessoa tem o direito a que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”.

Como se vê, considerando-se o quanto está escrito nas Declarações Universal e Americana, o Direito Constitucional Brasileiro, que incorporou suas normas, considera o início da vida no momento da concepção e, em conseqüência, pune criminalmente, na forma dos artigos 125 e 126 do Código Penal tantos quantos participarem do homicídio de uma pessoa que se aperfeiçoa durante a vida intra-uterina.

Não são, assim, consideradas as posições que pretendem postergar o início da vida em qualquer outro momento após a concepção, mesmo porque, na hipótese, essas discussões cedem o passo à determinação legal.

Lamentavelmente, no Brasil, esse tipo de discussão vem ganhando dimensões emocionais, incompatíveis com a realidade de nosso ordenamento jurídico, cujas violações vêm sendo consentidas e que, na prática, assumem as dimensões de um verdadeiro holocausto, como bem qualificou o arcebispo de Olinda.

É preciso, pois, que desde o presidente da República até o mais humilde dos cidadãos aprendam a conhecer a lei e interpretá-la segundo os interesses maiores de respeitar e preservar a vida humana.

A lei impõe ao estupro, que considera crime hediondo, penas severas. Mas esse crime não pode contaminar o ser acaso gerado por essa via, que vem sendo, sob a banalização da vida, sumariamente eliminado, sem direitos de defesa.

Sob os aplausos de uma sociedade defeituosamente informada e muitas vezes conivente, violam-se a Constituição e tratados internacionais para acelerar o egoísmo humano.

Segunda-feira, 16 de março de 2009

quarta-feira, março 18, 2009

Chora e geme

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"Chora e geme por estares ainda tão carnal e mundano, tão pouco mortificado nas paixões, tão cheio de movimentos de concupiscência; tão pouco diligente na guarda dos sentidos exteriores, tão envolto muitas vezes em vãs imaginações; tão inchado às coisas exteriores, tão negligente nas interiores, tão fácil ao riso e à dissipação, tão duro para as lágrimas e compunção; tão disposto à relaxação e regalos da carne, tão lento para seguir vida austera e fervorosa; tão curioso para ouvir novidades e ver coisas formosas, tão remisso em abraçar as humildes e desprezadas; tão cobiçoso de ter muito, tão apertado em dar, tão avarento em reter; tão inconsiderado em falar, tão pouco acautelado no calar; tão pouco regulado nos costumes, tão indiscreto nas ações; tão intemperante no comer e beber, tão surdo às vozes de Deus; tão pronto para o descanso, tão preguiçoso para o trabalho; tão desperto para ouvir contos e fábulas, tão sonolento para velar na oração; tão impaciente por chegar ao fim, e tão vago na atenção, tão negligente em rezar o ofício divino, tão tíbio em celebrar a missa, tão indevoto na comunhão; tão fácil em te distraíres, tão difícil em te recolheres, tão ligeiro em irar-te, tão fácil em admoestar os outros; tão precipitado em julgar, tão rigoroso em repreender; tão alegre na prosperidade, tão abatido na desgraça; tão fecundo em bons propósitos e tão estéril em boas obras..."

(KEMPIS, T. A. Imitação de Cristo. Rio de Janeiro: Ediouro, 1968. Livro 4, Cap. VI)

segunda-feira, março 16, 2009

Postura de menina pró-vida comove professora pró-aborto

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A menina “Lia” de 12 anos, que vive em Toronto, Canadá, virou estrela na sua escola e no Youtube com seu discurso pró-vida de cinco minutos, feito para uma competição escolar. Apesar do desânimo e oposição total, a apresentação de Lia foi tão bem feita que ela ganhou a competição, embora ela tivesse sido avisada que ela seria desqualificada, devido à mensagem “polêmica” de seu discurso. O discurso está disponível no Youtube onde já foi visto mais de 100 mil vezes e produziu discussões acaloradas.

“E se eu lhe dissesse que neste exato momento, alguém está escolhendo se você deveria viver ou morrer?” começa a menina charmosa no seu discurso que está gravado no Youtube. “E se eu lhe dissesse que essa escolha não foi baseada no que você poderia ou não fazer, no que você fez no passado, ou no que você faria no futuro? E se eu lhe dissesse que você nada poderia fazer para impedir isso? Colegas alunos e professores, milhares de crianças estão neste exato momento nessa situação. Alguém está escolhendo o destino de bebês sem mesmo conhecê-los. Estão escolhendo se eles irão viver ou morrer. Esse alguém é a própria mãe. E essa escolha é o aborto”. Lia, falando facilmente e com entusiasmo radiante, dispara respostas a várias objeções comuns no breve discurso.

“Por que pensamos que só porque um feto não pode falar ou fazer o que fazemos, ele não é ainda um ser humano?” pergunta ela. “Alguns bebês nascem depois de cinco meses. Será que esse bebê não é humano?

“Jamais diríamos isso. Contudo, abortos são realizados em fetos de cinco meses todos os dias. Será que só os chamamos de seres humanos se alguém os quiser?

“Pense nos direitos da criança, que nunca lhe foram dados. Não importa quais direitos sua mãe tenha, não significa que podemos negar os direitos do feto”, disse ela. “Precisamos nos lembrar de que com nossos direitos e nossas escolhas vêm responsabilidades, e não podemos arrancar direitos dos outros para evitar nossas responsabilidades”.

A mãe de Lia diz que o assunto foi escolhido pela própria filha, e que ela estava determinada a não ceder, até mesmo depois que os professores lhe disseram que sua apresentação era “adulta demais” e “polêmica demais”.

“Ela também foi avisada de que se fosse adiante com o assunto, ela não teria permissão de continuar na competição de discurso”, escreveu a mãe de Lia no blog Moral Outcry.

“Inicialmente, tentei ajudá-la a achar outros assuntos sobre os quais falar, mas no fim ela estava inflexível. Ela queria continuar com o assunto do aborto. Assim, ela desistiu de sua chance de competir a fim de falar sobre algo que está profundamente em seu coração”.

A mãe disse para LifeSiteNews.com que um das professoras da menina apoiou seu discurso, muito embora a professora fosse pró-aborto. “Depois de ajudar Lia a fazer o discurso ela disse, ‘Isso realmente me fez pensar’”, observou a mãe.

Na competição escolar, a mãe disse que um dos jurados da competição era outra professora pró-aborto que “nem mesmo queria ouvir” o discurso da menina, e saiu de sua cadeira pouco antes de Lia começar. Depois do discurso, que a família de Lia disse que foi bem recebido pelos estudantes e pelos professores, os jurados inicialmente disseram para Lia que ela havia sido realmente desqualificada. Mas uma polêmica entre os jurados acabou levando a uma reversão, e a família de Lia ficou sabendo no dia seguinte que os jurados concordaram que a menina merecia vencer a competição.

Quando perguntada sobre o que inspirou Lia a prosseguir no assunto com tanta insistência, sua mãe disse:

“Ela se envolveu nesse assunto com paixão, e pesquisou muito. Realmente creio que é algo que Deus colocou no coração dela”.


Fonte: Júlio Severo

sexta-feira, março 13, 2009

Uma fotografia

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Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para espinha bífida, realizada dentro do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica iria registar talvez o grito a favor da vida mais eloquente conhecido até hoje.

Enquanto Paul Harris cobria, na Universidade de Vanderbilt em Nashville, Tennessee, aquilo que considerou uma das boas notícias no desenvolvimento deste tipo de cirurgias, captou o momento em que o bebé tirou sua mão pequena do interior do útero da mãe, tentando segurar um dos dedos do doutor que estava a operá-lo.

A espectacular fotografia foi publicada por vários jornais nos Estados Unidos, e cruzou o mundo até chegar à Irlanda, onde se tornou uma das mais fortes bandeiras contra a legalização do aborto. A mão pequena que comoveu o mundo pertence a Samuel Alexander, nascido a 28 de dezembro 1999 (no dia da foto ele tinha 3 meses de gestação). Quando pensamos bem nisto, a foto é ainda mais eloquente. A vida do bebé está literalmente por um fio; os especialistas sabiam que não conseguiriam mantê-lo vivo fora do útero materno e que deveriam tratá-lo lá dentro, corrigir a anomalia fatal e fechá-lo para que o bebé continuasse seu crescimento normalmente.

Por tudo isto, a imagem foi considerada como uma das fotografias médicas mais importantes dos últimos tempos e uma recordação de uma das operações mais extraordinárias efectuadas no mundo.


A história por trás da imagem é ainda mais impressionante, pois reflecte a luta e a experiência passadas por um casal que decidiu esgotar todas as possibilidades, até o último recurso, para salvar a vida do seu primeiro filho.

Essa é a odisseia de Julie e Alex Arms, que moram na Geórgia, Estados Unidos. Eles lutaram durante muito tempo para ter um bebé. Julie, enfermeira de 27 anos de idade, sofreu dois abortos antes de ficar grávida do pequeno Samuel. Porém, quando, completou 14 semanas de gestação, começou a sofrer câimbras fortes, e um teste de ultra-som mostrou as razões. Quando foi revelada a forma do cérebro e a posição do bebé no útero, o teste comprovou problemas sérios.

O cérebro de Samuel estava mal-formado e a espinha dorsal também mostrou anomalias.

O diagnóstico, como já era esperado, foi de que o bebé sofria de espinha bífida e eles poderiam decidir entre um aborto ou um filho com sérias incapacidades.

De acordo com Alex, 28 anos, engenheiro aeronáutico, eles sentiram-se destruídos pelas notícias, mas o aborto nunca seria uma opção. Em vez de se deixar ir abaixo, o casal decidiu procurar uma solução pelos seus próprios meios e foi então que ambos começaram a procurar ajuda através da Internet. A mãe de Julie encontrou uma página que trazia detalhes de uma cirurgia fetal experimental desenvolvido por uma equipa da Universidade de Vanderbilt. Deste modo, entraram em contacto com o Dr. Joseph Bruner (cujo dedo Samuel segura na foto) e começou uma corrida contra o tempo.

Uma espinha dorsal bífida pode levar a danos cerebrais, gerar paralisias diversas e até mesmo uma incapacidade total. Porém, quando pode ser corrigido antes de o bebê nascer, muitas são as chances de cura. Apesar do grande risco por o bebê não poder nascer ainda naquele momento, os Arms decidiram recomendá-lo a Deus. A operação foi um sucesso. Nela, os médicos puderam tratar o bebé, cujo tamanho não era maior do que o de um porquinho da índia - sem o tirar do útero, fechar a abertura originada pela deformação e proteger a coluna vertebral de modo a que os sinais vitais nervosos pudessem ir agora para o cérebro.

Samuel tornou-se o paciente mais jovem que foi submetido a esse tipo de intervenção e, embora ainda não tenha sentido a pele da mãe e ainda não conheça o mundo que há fora do útero, é perfeitamente possível que Samuel Alexander Arms aperte novamente a mão do médico Bruner.

Fonte: Aldeia

quinta-feira, março 12, 2009

Uma virtude especial da mulher é a doação

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"As virtudes especiais da alma feminina são a atitude de proteger, custodiar e desenvolver a pessoa na formação e no crescimento. Portanto, uma virtude especial da mulher é a doação; uma doação mais especificamente corpórea, que sabe juntar com calma as próprias forças, suportar a dor e a privação, a capacidade de se adaptar.


Outra doação de caráter mais espiritual e principalmente orientada para coisas concretas, individuais e pessoais. Uma doação que é capaz de descobrir as características do outro, de adaptar-se e de ajudar-lhe a crescer no seu desenvolvimento próprio." (Cf. E. Stein. A mulher: sua missão segundo a natureza e a graça. (A. J. Keller, Trad.). Bauru: Edusc)

Fonte: Adversus Haereses

quarta-feira, março 11, 2009

Esmola e obras de misericórdia

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Quaresma é tempo de oração, jejum e esmola. Mas dar esmolas não é simplesmente jogar uma moedinha para algum mendigo na rua.

Lembrando da homilia que ouvi na Quarta-feira de cinzas liguei a esmola às “obras de misericórdia”.

As obras de misericórdia, segundo Catecismo de São Pio X:


937) Quais são as boas obras de que se nos pedirá conta particular no dia do Juízo?

As boas obras de que se nos pedirá conta particular no dia do Juízo são as obras de misericórdia.

938) Que se entende por obra de misericórdia?

Obra de misericórdia é aquela com que se socorre o nosso próximo nas suas necessidades corporais ou espirituais.

939) Quantas são as obras de misericórdia?

As obras de misericórdia são catorze: sete corporais e sete espirituais, conforme são corporais ou espirituais as necessidades que se socorrem.

940) Quais são as obras de misericórdia corporais?

As obras de misericórdia corporais são:

1ª Dar de comer a quem tem fome;
2ª Dar de beber a quem tem sede;
3ª Vestir os nus;
4ª Dar pousada aos peregrinos;
5ª Assistir aos enfermos;
6ª Visitar os presos;
7ª Enterrar os mortos.

941) Quais são as obras de misericórdia espirituais?

As obras de misericórdia espirituais são:

1ª Dar bom conselho;
2º Ensinar os ignorantes;
3ª Corrigir os que erram;
4ª Consolar os aflitos;
5ª Perdoar as injúrias;
6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;
7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.

(Catecismo de S. Pio X. Capítulo IV. “Das obras de misericórdia”)


Cada um dentro de suas possibilidades e dons, pode em diversos momentos da vida fazer obras de misericórdia.

Para uns é mais fácil visitar enfermos, para outros é mais fácil ensinar os ignorantes. Mas para todos em alguma fase da vida surgirão os momentos de “perdoar as injúrias” e “sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo”.

De qualquer forma a Quaresma pode ser um tempo bastante proveitoso para os que buscarem observar tais preceitos.

O importante é nesta época buscar fazer mais obras de misericórdia, que até onde entendi o que padre falou na homilia, entram na categoria de esmola.

segunda-feira, março 09, 2009

Que os médicos lembrem disso

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Nestes dias terríveis em que a vida é jogada no lixo, algumas vezes literalmente, vale a pena lembrar do que dizia o pai da Medicina sobre o aborto:

"A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal, nem em conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher substância abortiva". (Hipócrates)


Que os médicos lembrem disso!
***
Complementando...
...abaixo trecho do juramento oficial do curso de Medicina:
"(...) Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção. Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza. Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra."
vida
Que os médicos lembrem disso!
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sexta-feira, março 06, 2009

O que os outros falam

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Houve um tempo em que eu me preocupava muito com o que os outros falavam a meu respeito, com o que diziam se eu fizesse ou deixasse de fazer isso ou aquilo.

Não adianta ficar se preocupando com o que os outros pensam e falam. Cada qual tem o seu jeito de ver a vida, de entender as coisas. Se ficar magoado porque ouviu alguém falar mal sobre você (principalmente naqueles casos em que é pura malícia mesmo), é melhor procurar relevar, entender que aquela pessoa, no momento, só consegue enxergar as coisas daquela forma. Em muitos casos essa é a melhor atitude.

Cada um tem experiências que só dizem respeito a si mesmo. E isso faz com que cada um tenha uma visão sobre os acontecimentos. O meu jeito pode ser diferente do seu. Temos que nos respeitar então, para que possamos viver com um mínimo de paz.

Cada um dá o que tem. Se há pessoas que só dão maledicência, ironia e rancor, é porque só conhecem isso ou porque ainda não abriram os olhos para a beleza da vida e para sua própria beleza, já que todos foram criados por Aquele Que é Pura Beleza. Realmente há pessoas que são muito más, que perderam a Graça e nem mesmo se preocupam em recuperá-La, deixaram-se levar pela maldade. E quanto a essas é bom orar por sua transformação.

Há ainda aquelas outras que fazem juízos errados sobre o que você pensa, acredita ou faz. O que fazer nesses casos? Defender-se tentando mostrar que as coisas não são bem daquele jeito. E se não der certo? O jeito então, a meu ver, é calar-se e deixar nas mãos de Deus a resolução do problema. Um dia a verdade vem à tona.

Com o tempo, fui me tornando mais segura e consequentemente mais livre. A maledicência passou a ter menos importância para mim. Não é que hoje eu seja totalmente imune a isso, mas não me importo mais como antes. Entendi que as pessoas sempre vão falar, não importa o que eu faça, não importa o que aconteça. Cada qual com seu juízo. É o mundo, baby!

quarta-feira, março 04, 2009

A oração é um coração a coração com Deus

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Por São Pio de Pietrelcina

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«Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim.»

A oração é um coração a coração com Deus. [...] A oração bem feita toca o coração de Deus, incitando-O a ouvir-nos. Quando rezamos, que todo o nosso ser se volte para Deus: os nossos pensamentos, o nosso coração. [...] O Senhor deixar-Se-á vencer e virá em nosso auxílio. [...] Reza e espera. Não te agites; a agitação é inútil. Deus é misericórdia e há-de escutar a tua oração. A oração é a nossa melhor arma: é a chave que abre o coração de Deus. Deves dirigir-te a Jesus, menos com os lábios do que com o coração.


Santo [Padre] Pio de Pietrelcina (1887-1968), capuchinho T, 74 ; CE, 39-40 (trad. Mediaspaul, Une pensée, p. 23)
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terça-feira, março 03, 2009

"Compadecido de ti, te atraí a Mim"

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Quaresma é o momento de buscar com mais força a conversão. “Mas por que conversão?” perguntam alguns, “não tenho pecados” dizem outros. Mas quem é que pode mesmo dizer que não peca e que nunca pecou? Não será bem melhor buscar encarar a realidade e reconhecer sua pequenez?

Reconhecer sua própria miséria e que para ela existe solução quando se busca com toda clareza e propósito de mudança de vida, Deus que Se revelou no amor e na misericórdia, é o início da vida plena que o Senhor oferece para nós pecadores e que culmina com Sua visão beatífica, caso nos mantenhamos fiéis até o fim. E para que ningúem abuse da misericórdia divina, o seu amor e perdão nos convida ao arrependimento sempre, consciente de nossa fragilidade que nos alicia e corrompe.”
(Ana Maria Bueno Cunha,Confissão)


Proponho então um desafio meditativo. Leia com atenção cada passagem mais abaixo e busque refletir, meditar sobre cada uma delas, com sinceridade. Deixe de lado o orgulho. Faça-se pequenino, tente ser humilde, nem que seja só um pouquinho. Quanto mais você esvaziar sua alma de preconceitos e falhas, mais capacidade vai adquirir para receber as graças.

Leia os trechos com cuidado. Até onde o que está escrito aí tem a ver com você? Você pode perguntar: “e por que devo acreditar que palavras podem me ajudar?”

Será que palavras podem preencher o vazio no qual muitas pessoas se encontram hoje? Qual o sentido da existência humana? Para quê você está aqui, na Terra? Sua vida tem sentido? Você busca ou já buscou o sentido das coisas?

Palavras vazias não acrescentam nada de bom, mas a palavra certa comunica vida.

Escolhi citações que levam a refletir sobre a vida, o pecado, a salvação, tudo com sincero desejo de suscitar a conversão, ou seja, a transformação espiritual – da aridez da vida sem fé à fonte de água que vivifica o ser.

Espero que cada um dos trechos abaixo possa comunicar vida à sua alma.


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"Costuma acontecer e acontece com frequência, que o irmão se entristece de momento quando o repreendem, e resiste e discute. Mas logo reflete em silêncio, sem outra testemunha que não seja Deus e a sua consciência, e não teme desgostar os homens por ter sido corrigido, mas teme desagradar a Deus por não emendar. E então, já não volta a fazer aquilo pelo que o corrigiram, e quando mais odeia o seu pecado, mais ama o irmão, por ter sido inimigo do seu pecado". (Epístola .210,2 – Bíblia de Navarra – II Cor 7, 5-15 – p. 1021)

Quando começas a detestar o que fizeste, é então que começam as tuas boas obras, porque acusas as tuas obras más. O princípio das obras boas é a confissão das más. Praticaste a verdade e vens à luz". (AGOSTINHO, Santo: In Iohannis evangelium tractatus, 12, 13: CCL 36, 128 (PL 35, 1491).



"Se dissermos que não temos pecados, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda culpa". (1 Jo 1,8-9).

"Aquele que esconde as suas maldades não será bem sucedido; aquele, porém, que as confessar e se retirar delas alcançará misericórdia". (Prov. 28, 13)

E por fim O Senhor diz:



"Com amor eterno Eu te amei; por isso, compadecido de ti, te atraí a Mim"(Jr 30).

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Para aprofundamento na caminhada espiritual recomendo a leitura dos salmos 50 (Miserere) e 129 (De Profundis).