quinta-feira, junho 25, 2009

Perda do sentido e diversão a qualquer custo

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vida

E triste constatar como as pessoas estão cada vez mais afundando moralmente, como os comportamentos estão cada vez mais promíscuos e como tem aumentado a devassidão! Isso tudo acompanhado do aumento da depressão, do estresse e da sensação de falta de sentido na vida. Mas o interessante é observar que em vez de procurar sair do buraco, de procurar viver uma vida de acordo com o que Deus quer, busca-se o escape, a diversão a qualquer custo!

Um exemplo disso é o resultado de uma pesquisa recente em que foi constatado que o sexo casual cresceu no Brasil ao mesmo tempo em que diminuiu o uso de preservativos. De acordo com a pesquisa 95 % da população (um dos índices mais altos do mundo, segundo o Ministério da Saúde) está informada sobre a AIDS e que a contaminação pode ser evitada com o uso do preservativo. Mas o que o pessoal da reportagem achou intrigante foi o fato de que mesmo com tanto conhecimento o uso da “borracha” seja negligenciado. Ora essa, só quem está muito desligado da realidade pode ficar surpreso com isso!

O que esse pessoal todo que defende o uso do preservativo para o tal “sexo seguro” esconde é a verdade. Não basta saber algumas técnicas, o que vale mesmo é algo maior e que está faltando na sociedade atual: seguir a vontade de Deus! Nunca se viu tanta propaganda e incentivo ao uso da camisinha neste país e ainda assim cresce o número dos que fazem sexo casual sem o uso da "borracha". E ainda ficam intrigados com isso?

Quando é que essas pessoas irão aprender que a tal borrachinha não vai salvar ninguém? Quando é que irão aprender que a vida do ser humano é algo muito maior, de muito mais valor? Quando é que irão aprender que se o ser humano não buscar o seu melhor, não buscar transcender, as coisas vão continuar ruins e vão até piorar, como vemos que estão piorando hoje com o aumento do comportamento promíscuo, da violência e da desonestidade?

Todo esse pessoal que defende o sexo pelo sexo está desligado da Realidade Transcendente e em um esforço de engenharia social busca a qualquer custo fazer com que o restante da população passe a levar a vida da mesma maneira que eles: buscando apenas a satisfação momentânea e deixando para trás a busca pelo Bem Maior!

Os bons resultados na luta contra a AIDS obtidos em Uganda, por exemplo, são jogados para baixo do tapete! Claro, afinal de contas abstinência não interessa a essa gente!

O homem não é um macaco melhorado que “pavlovianamente” pode aprender certas coisas e seguir tal comportamento. Se faltar a dimensão espiritual na vida do ser humano, as coisas desmoronam. É isso o que estamos vendo acontecer em nossa sociedade, infelizmente!

sexta-feira, junho 19, 2009

“Sozinho” nem sempre significa “abandonado”

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Por Mary Beth Bonacci
Traduzido e adaptado por Andrea Patrícia




Deus usa a nossa solidão para revelar-se a nós. Mas temos que deixá-lO vir.

Há muito, muito tempo, antes de eu nascer, houve um grupo de garotas chamado, acredite ou não, Dixie Cups*, que teve uma canção que foi um hit chamada "Chapel of Love” (Capela do Amor). Havia uma linha na canção que dizia:

"Nós amaremos até o fim dos tempos, e nunca mais iremos ficar sozinhos".

Sério? Poderia ser? Casamento é a melhor panacéia para a solidão? As pessoas casadas realmente nunca, nunca ficam solitárias?

Um monte de pessoas solteiras acredita que sim. E um monte de ex-solteiros que casaram apenas para fugir à sua solidão aprendeu da maneira mais difícil que não é assim.

Solidão é uma parte da condição humana. Todos experimentam isso. Claro, as pessoas que vivem isoladas vivem às vezes mais solitárias que aqueles que vivem com o cônjuge e/ou família. Mas não necessariamente. Quem é que nunca se sentiu solitário mesmo quando cercado por uma multidão de pessoas?

Aparentemente o Papa João Paulo II compreende solidão também. (Não é surpreendente, uma vez que ele perdeu toda a sua família, por volta dos seus vinte anos de idade). Ele lida com ela na sua Teologia do Corpo. Uma vez que todos nós - casado, solteiro, religioso - experimentamos solidão, eu pensei que seria uma boa idéia levar algum tempo hoje para ver o que JPII tem a dizer sobre isso.

No livro do Gênesis, Deus criou Adão, "E isso foi muito bom." Adão é criado à imagem e semelhança de Deus. Toda a criação existia como um dom para Adão. E, no entanto, a primeira coisa que disse Deus depois de criar Adão foi "Não é bom que o homem esteja só." Adão é criado para dar-se no amor a outra pessoa humana - e ainda, não há pessoa humana, a quem ele possa se entregar.

O Santo Padre afirma que Adão experimentou a "solidão original". Ele foi percebendo que ele era diferente do resto da criação. Ele não tinha apenas a capacidade de entregar-se no amor para outra pessoa - mas a necessidade de fazê-lo. JPII fala da "subjetividade pessoal" - Adão tem de existir, não apenas em sua própria vida, mas na vida de outras pessoas também.

Mas esse "outro" está longe de ser encontrado. Adão não pode criá-la. Ela será uma dádiva de Deus, e Adão deve esperar por isso.

O Santo Padre afirma que a espera é importante. Solidão original é importante. Para usar uma frase muito não-teológica, "Você não sente falta da água até que o poço fique seco." É só na solidão original que Adão descobre a sua capacidade e a sua necessidade de auto-oferta. Sem a experiência da solidão, ele não seria capaz de apreciar o dom e o tesouro de outro ser humano em sua vida.

Eva é, naturalmente, criada para o seu próprio bem, não o de Adão. Mas sua presença na vida de Adão é um presente de Deus, tal como a presença de Adão na vida de Eva é um presente. Mas essa dádiva, tão bela como ela é, não encobre completamente a solidão original. Adão e Eva permanecem sozinhos perante Deus, e não importa o quão perto eles podem estar um do outro, esta realidade nunca fica distante de suas mentes. Essa outra pessoa não pode e não vai preencher o espaço no coração que é feito para Deus sozinho.

Você sabe por que eu amo a Teologia do Corpo? Porque nós somos Adão e Eva. É sobre nós.

Por isso, a nossa solidão pode ser boa. Ela ajuda-nos a apreciar a dádiva dos outros em nossas vidas. Mais importante ainda, nos ajuda a entrar em contato com a nossa necessidade de Deus. Mas isso é só no caso de usarmos essa solidão. Se nós corremos dela ou se chafurdamos nela, não há nenhum benefício.

Como é que podemos usá-la? Acho que eu encontrei a resposta à pergunta nos escritos de Gabrielle Bossis. Ela era uma mulher francesa rica - uma mulher solteira - que na década de 1930 começou a ouvir locuções que acreditou que fossem de Cristo. Aquelas locuções são registradas em um livro chamado He and I (Ele e eu). Que você acredite ou não que essas mensagens foram realmente de Cristo, as mensagens nele contidas são assombrosamente belas. Por exemplo, na solidão, Cristo diz:

Você faz tudo - trabalho, oração, reflexão, conversa - como se eu estivesse lá, e eu realmente estou lá. Não acha isso infinitamente maravilhoso? Quando você acorda, eu estou lá. Quando descansa, estou lá. Então você pode dizer: "Ele nunca me deixa sozinha." Isto é o que torna a sua solidão divina. (p. 96)

Veja no que tudo isso se resume: Temos de estar sozinhos, a fim de perceber que não estamos sozinhos. Quando vivemos em estado de graça, Cristo está presente para nós. Ele não está lá no alto do céu ouvindo nossas orações em uma espécie de rádio dupla via. Ele está bem aqui, ao nosso lado. Ele vive cada momento de nossas vidas com a gente - amando-nos, cuidando de nós. E Ele quer que a gente O reconheça, O ame, fale com Ele e partilhe com Ele.

É fácil ver a solidão como uma maldição. Eu sei faço isso. Queremos fugir disso. Fazemos muito trabalho, assistimos televisão - qualquer coisa para fugir de nós próprios e da nossa solidão. Mas estou aprendendo que talvez eu precise aprender a fazer de outra forma - a correr para a solidão.

Porque às vezes Deus esconde Seus melhores presentes em lugares inesperados.


Original em Real Love

*algo como as xícaras de Dixie.

quinta-feira, junho 18, 2009

O culto divino

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"Não prestamos culto a Deus pelos sacrifícios exteriores ou oferendas, como se Deus disso precise, mas por nossa causa e por causa do próximo. De fato, Deus não precisa dos nossos sacrifícios, mas quer que se lhes sejam oferecidos para [que possamos] exercer assim a nossa devocão, e [também] para que isso aproveite ao próximo. Por conseguinte, os atos de misericórdia, pelos quais são socorridas as necessidades alheias, é o sacrifício mais aceite a Deus, em razão de satisfazer mais imediatamente a utilidade do próximo, conforme se lê em Hebreus (13,16): não vos esqueçais da beneficência e da liberalidade, pois Deus se agrada com tais sacrifícios (II-II, q.30, 4 ad1)"

Fonte: Sal Terrae

segunda-feira, junho 15, 2009

O caminho salutar a seguir

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vida


“Eis o que diz o Senhor, teu Redentor, o Santo de Israel: eu sou o Senhor teu Deus, que te dá lições salutares, que te conduz pelo caminho que deves seguir. Ah! Se tivesses sido atento às minhas ordens! Teu bem-estar assemelhar-se-ia a um rio, e tua felicidade às ondas do mar”. (Isaías 48, 17-18)


As pessoas hoje sofrem com o estresse, a violência e a competitividade da vida profissional. Muitas então passam a buscar bem-estar, qualidade de vida e espiritualidade, mas infelizmente terminam por se perder, já que buscam matar a sede em fontes impuras.

Seria tão mais fácil se simplesmente se deixassem guiar por Deus! Mas como se guiar por Ele? Ora, ouvindo Sua Palavra, buscando saber o que Ele tem a dizer!

Eu sofro ao ver tanta gente perdida, envolvida com seitas e ideologias, acreditando piamente em mentiras, seduzidas pelo hedonismo e correndo atrás de sucesso, juventude e aceitação a qualquer custo. Estão sempre atrás da última novidade e não conseguem sossegar o coração e a mente. Vivem infelizes porque, por sua própria culpa, estão distantes do amor de Deus. Ele chama o tempo todo, mas ninguém é obrigado a atender a este chamado, não é mesmo? A liberdade de cada um é respeitada por Ele.

O que eu posso dizer a essas pessoas é que minha vida mudou para melhor, (infinitamente para melhor!) depois que eu passei a querer ouvir o que Deus tem a dizer para mim. Fui aprendendo a amá-lO (e quero amá-lO cada vez mais) e hoje não consigo me ver distante desse amor tão grande, tão lindo e poderoso!


Por que sofrer em vão? Por que buscar nas coisas do mundo o conforto que só Aquele Que É pode dar a cada um? Quando é que você que vive longe Dele vai acordar para o fato de que a vida não vale nada sem a Sua divina presença? Que seu sacrifício é o que pode nos dar a vida eterna, de plena paz e superabundância de amor e beleza?


Toda a felicidade que as pessoas buscam só pode ser encontrada naquele que é todo Bem, todo Belo, todo Luz.


Sabe aquela sensação vaga de saudade, de vontade de estar em uma situação melhor, em um mundo melhor, sem sofrimento, sem angústia, apenas livre e feliz? Tal sensação existe em cada ser humano porque essa felicidade é possível, é real. E esse infinito bem que buscamos é Deus mesmo!


“Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.” (Primeira Carta de São Paulo Apóstolo aos Coríntios, 13)

Então por que não dar-se uma chance? Por que não tentar ouvir o que Ele tem a dizer? Por que tanta relutância em aceitar Seu chamado, em segurar a mão que Ele estende?

“Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos! Ele não teme receber notícias más: confiando em Deus, seu coração está seguro. Seu coração está tranquilo e nada teme, e confusos há de ver seus inimigos”
(Salmo 111).

“Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei”! É a mais pura verdade.

quinta-feira, junho 11, 2009

Obrigada pelo Corpus Christi

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vida


Senhor Jesus Cristo, obrigada!

Obrigada pela entrega, pelo amor, pela vida!

Obrigada pela humildade, pela perseverança, pela esperança que nos dá.

Obrigada Senhor por Teu corpo entregue por nós, obrigada pelo Teu sacrifício santo!

Obrigada meu Deus pelo Corpus Christi!

quinta-feira, junho 04, 2009

A Porta

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ida

Catedral de Notre Dame, Paris: Portal do Julgamento


Abaixo um texto muito interessante sobre o simbolismo da porta no templo cristão. É um trecho do livro de Jean Hani, "O Simbolismo do Templo Cristão".


A Porta
por Jean Hani

Os homens modernos têm de reaprender o valor profundo dos gestos, diz Romano Guardini no seu precioso livrinho sobre Os Sinais Sagrados. O sinal da cruz feito com água benta não passa, na maioria dos casos, de um gesto maquinal.

E é porventura um gesto ainda mais maquinal o de “entrar na igreja”. No entanto, “transpor o limiar”, “passar a porta”, esses gestos aparentemente insignificantes, quanto encerram em si para que suscite a nossa atenção! Existe um mistério da “passagem”! Daí a existência, nas sociedades tradicionais, de todo o gênero de “ritos de passagem” e, sobretudo, dos ritos de hospitalidade.

Transpor uma porta para penetrar, ainda que na habitação mais humilde, constitui algo grave e solene, que se torna muito naturalmente um rito. A sacralidade da passagem e da porta assume todo o seu valor quando se trata do templo, razão pela qual se colocavam à entrada dos edifícios sagrados “guardas do limiar”, estátuas de archeiros, de dragões, de leões ou esfinges, personagens semidivinas, e até divinas, como o Jano dos Romanos, deus da porta —janua — e do primeiro mês do ano, aquele que “abre” o ano —januarius.

Catedral de Notre Dame, Paris: Portal do Julgamento

Esses guardas do limiar tinham por missão recordar a quem se dispunha a entrar o caráter temível do acto que se preparava para executar ao penetrar no domínio sagrado. “Tu que entras, volta-te para o céu”, adverte uma inscrição sobre a porta da igreja de Mozat.

Na cerca sagrada que separa o lugar santo do mundo profano, há um vazio, uma cesura, que é algo de prodigioso: por ela se passa de um mundo para outro.

Um facto verificado por todos os que visitaram as igrejas românicas e góticas é a enorme importância atribuída à decoração das portas e, sobretudo, do portal principal. Isto explica-se facilmente se observarmos que os diferentes motivos de ornamentação, meticulosamente dispostos, visam realçar e explicitar o simbolismo fundamental da porta. Apressemo-nos, aliás, a referir que esse simbolismo existe mesmo na porta mais despojada, pelo que tudo o que vamos expor se aplica a qualquer porta de igreja.

Notre Dame de Paris - Portail de la Vierge: coroação da Virgem

Se o templo é uma imagem do mundo, por outro lado, pode ser considerado uma porta aberta para o Além, segundo a palavra da Escritura que a sagrada liturgia lhe aplica: “Quão venerável é este lugar! Não é ele senão a Casa de Deus e esta é a porta do Céu” (Gen. 28, 17). Ora, demonstrou-se que a própria porta é um resumo de todo o templo. Com efeito, ela apresenta-se como um nicho de base rectangular encimado por um arco, de volta inteira ou quebrado, ou seja, repete muito simplesmente o coro da igreja, que é igualmente um grande nicho proveniente da caverna sagrada das origens — símbolo, por sua vez, da Caverna cósmica —, de que se encontram formas sempre vivas nos nichos sagrados da Índia ou do Islão (Mihrab das mesquitas). O santuário da igreja bizantina e romana tem na verdade o aspecto de uma caverna sagrada, com a sua abóbada em que pontifica o Cristo Pantocrator, como no tímpano do portal. De notar, por outro lado, que os contornos do nicho e da porta reproduzem o próprio plano de todo o edifício: a parte arredondada — como a abóbada e a cúpula — representa o céu; o retângulo — como a nave — a terra. A porta é, pois, por seu turno, um símbolo cósmico.

Mas é igualmente um símbolo místico. Uma vez que o templo representa o Corpo de Cristo, a porta, que é o seu resumo, também deve representar Cristo.

Aliás, Ele próprio o disse de uma forma bem clara: “Eu sou a porta por onde entram as ovelhas... Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo” (João, 10, 7-9). A porta da igreja transforma-se efectivamente nesta porta mística e crística pelo rito de consagração, durante o qual o prelado faz uma unção de santo crisma em cada um dos umbrais, dizendo: “Bendita e consagrada seja esta porta... que ela seja uma entrada de salvação e de paz; que seja uma porta de paz, por intercessão d'Aquele que a si mesmo se chamou 'aPorta', Nosso Senhor Jesus Cristo”.


Portal do Julgamento

Sendo o templo cristão igualmente a figura da Jerusalém celeste, ou seja, do mundo renovado e transfigurado, do Paraíso reencontrado, é pelo Cristo-Porta que se penetra nele. Toda a ornamentação dos portais desenvolve esses dois simbolismos – cósmico e místico – que se apóiam e completam mutuamente...