quinta-feira, abril 20, 2017

Sobre a inépcia do brasileiro em perceber a verdade



Eu estava hoje mesmo conversando com meu esposo sobre este problema. Conhecemos pessoas, muito próximas, que correspondem fielmente ao quadro descrito no texto abaixo. 

Sobre a inépcia do brasileiro em perceber a verdade.

"Na maioria das vezes em que eu tento desfazer algum clichê acerca de qualquer assunto numa conversa com um brasileiro, seja sobre religião, filosofia, história, política etc., até que obtenho um certo sucesso no preciso momento em que o faço; contudo, trinta segundos depois (sério, mais ou menos isso) a pessoa já esqueceu completamente o que foi dito e passa a considerar o conteúdo do que lhe passei com os velhos olhos do que lhe era habitual. Isso acontece porque o brasileiro está morto para o Intelecto (ou Espírito). O Intelecto é a testemunha mais íntima; é aquele órgão, por assim dizer, que existe para compreender e fazer-se um com o objeto compreendido. Pessoas como essas, que tão logo você diz algo e elas esquecem, são pessoas que não possuem essa testemunha interior e vivem atreladas ao perpétuo fluxo de seus pensamentos e pulsões psíquicas (quando não aos movimentos puramente exteriores dos eventos físicos); o que equivale a dizer que elas são apenas uma minúscula parte de sua consciência. A vocação de todo o ser humano, pelo simples fato de ser um ser humano, é tornar-se um intelectual, porque o intelecto é o que há de mais alto e nobre nele; mas para o brasileiro essa potência parece ter se apagado completamente, o que é trágico, porque essa é a verdadeira e definitiva morte, a morte de sua essência mesma. O Brasil tornou-se um país de zumbis." (Roberto Santos).